[[legacy_image_280384]] Duas aves contaminadas pela gripe aviária foram encontradas no fim de junho na região da Baixada Santista: uma em Santos e outra em Guarujá. Após a confirmação, as duas cidades entraram no 'Mapa' da doença, criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O primeiro caso na Baixada Santista foi identificado em Guarujá. Uma ave migratória Thalasseus maximus, conhecida como trinta-réis-real, foi confirmada contaminada pela doença no dia 27 de junho. Desde então, não há outra suspeita. A Prefeitura de Guarujá informou que, após a constatação do caso, a Secretaria de Saúde encaminhou o animal para a Base de Biopesca da Praia Grande, para coleta de exames. A Administração reforçou também que não há confirmação de contaminação em humanos no Município. O Município também realizou ação conjunta de busca ativa e de educação em saúde, entre a Divisão de Zoonoses e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, em um raio aproximado de 10 quilômetros a partir da localização da ave após a confirmação do caso. Diante desse cenário, a Administração explicou que os moradores locais foram abordados e, cuidadosamente, instruídos sobre a doença, sinais clínicos em humanos e animais, e das formas de prevenção e controle. Em seguida, um caso foi encontrado em Santos. Outra ave migratória, a Thalasseus acuflavidus, conhecida como trinta-réis-de-bando, foi confirmada no dia 30 de junho e não há outra investigação no momento. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que Santos não tem registro de gripe aviária em humanos. A Seção de Vigilância Epidemiológica (Seviep) recebeu uma notificação do Governo do Estado do caso positivo de uma ave encontrada na Praia da Aparecida. O animal recebeu o primeiro atendimento pelo Instituto Gremar, responsável pelas ações dentro da faixa de areia. Em seguida, a necrópsia foi conduzida pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo. Depois da confirmação, foi realizado um monitoramento entre os contactantes da ave e nenhum referiu sintomas respiratórios ou gripais. Porém, foram reforçadas medidas de uso de máscara e para evitar contato com pessoas vulneráveis por 10 dias, assim como etiqueta respiratória e uso de álcool gel. A Administração também afirmou que as pessoas que tiveram contato com a ave são oriundas de Praia Grande, Diadema, São Paulo e São Vicente e são monitoradas pelas vigilâncias de suas cidades. Seguindo deliberação dos governos estadual e federal para todos os municípios, a Secretaria de Meio Ambiente de Santos determinou desde 12 de junho que os parques Aquário, Orquidário e Jardim Botânico Chico Mendes não recebessem mais aves encaminhadas pela Guarda Civil Municipal (GCM) e Polícia Militar Ambiental por um prazo de 180 dias. Agora, os animais ficarão em quarentena na unidade da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) do Bom Retiro. Dentro deste período, esta unidade não atendeu casos suspeito ou confirmado de ave com gripe aviária. O Estado de São Paulo soma sete casos positivos da doença, todos em aves silvestres, positivadas nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, Guarujá, Santos, São Sebastião e São Paulo. No País, foram 62 confirmações. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforçou que tem atuado prontamente e de forma transparente desde o primeiro momento para levar informação rápida e clara ao setor e à população sobre a Gripe Aviária. Também informou que segue alerta e atuante com as iniciativas de prevenção e de garantia da biossegurança, com o objetivo de reduzir os riscos de ingresso e disseminação da gripe aviária. Por isso, ressalta que a população não deve tocar ou recolher aves mortas. “As medidas adicionais de monitoria estão sendo adotadas em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (ICMBio e IBAMA) e o Ministério da Saúde, pretendendo a prevenção e vigilância da ocorrência de influenza aviária no Brasil”. Sem pânico“Não é motivo de preocupação”, afirma o infectologista Roberto Focaccia ao reforçar que a passagem da doença para humanos é rara. Além disso, o especialista explica que o risco de se transformar em uma epidemia entre aves é pequeno. “O Mapa está em estado de alerta para verificar a existência de epidemia e o Instituto Butantan já desenvolveu uma vacina contra essa mutação do vírus Influenza (H5N1) e está em fases de testes para ser produzida para esse caso. A população deve ficar tranquila”, diz. O especialista informa que os sintomas são semelhantes a uma gripe e geralmente ocorrem em pessoas que manipulam aves. Por isso, a recomendação à população geral é a lavagem frequente e prolongada das mãos e não ingerir aves e ovos crus.