[[legacy_image_249441]] Prefeitos da Baixada Santista e do Vale do Ribeira terão resposta do Governo Federal em duas semanas sobre suas reivindicações para atendimento à população atingida pelas chuvas durante o Carnaval. Eles apresentaram propostas em reunião, nesta sexta (24), com os ministros de Portos e Aeroportos, Márcio França, da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, na sede da Santos Port Authority (SPA), gestora do Porto de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Doze prefeitos participaram do encontro — os nove da Baixada Santista e três do Vale do Ribeira. Entre as principais solicitações, estiveram pedidos de dinheiro para obras de prevenção, drenagem, macrodrenagem, monitoramento integrado metropolitano e ênfase na área de habitação, uma vez que a região tem muitos morros e palafitas, sofrendo com incidentes ocasionados pelas chuvas na mobilidade urbana, saúde pública e moradias. As demandas de cada município foram protocoladas na reunião e, em 15 dias, o ministro Waldez Góes conduzirá novo encontro com os prefeitos, em Brasília, comunicando quais demandas serão atendidas pela pasta e quais serão encaminhadas a ministérios específicos — entre eles, o das Cidades. O encontro em Santos durou quase duas horas e foi articulado pelo ministro Márcio França, que frisou que os atendimentos pontuais às vítimas das chuvas terão prioridade. “Cada prefeito apresentou, ao ministro Waldez, as suas emergências no caso de Defesa Civil. A Defesa Civil não vai cuidar de habitação de grande proporção, só os casos de pessoas que perderam as suas casas integralmente. O restante vai ficar para o Ministério das Cidades”, esclareceu. O ministro Waldez Góes ressaltou a importância da união de esforços para atender as vítimas da tragédia no Litoral de São Paulo e prevenir outras. “A gente vai aprimorar essa questão do monitoramento (de áreas de risco). Nós precisamos de alertas estruturados nos municípios, nas áreas de maior risco, sirenes”, ressaltou Góes, enfatizando que a eficácia das ações preventivas às calamidades depende de uma força-tarefa conjunta entre os órgãos competentes do Governo Federal e os municípios. O prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira (PSDB), protocolou solicitação de investimentos para a recuperação da ponte sobre o Rio Cubatão, na Avenida Nove de Abril, no Centro. “A ponte foi danificada pelas cheias do rio, durante as chuvas. É uma obra relativamente cara.” O prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSB), reivindicou aporte para obras de macrodrenagem, habitação, infraestrutura e desassoreamento de rios que perfazem R\$ 627 milhões em investimentos. “Nós protocolamos os ofícios referentes à produção habitacional, que totalizam R\$ 452 milhões; infraestrutura urbana, R\$ 60 milhões; contenção de morros, R\$ 90 milhões, e dragagem de rios, R\$ 25 milhões. É um valor muito elevado, mas parte disso nós já estamos fazendo”, disse. Sexta à noite, a Prefeitura de Guarujá informou ter obtido a garantia de R\$ 909 mil para ações de resposta e restabelecimento, como serviços de limpeza e infraestrutura urbana, e assistência humanitária. Os serviços começarão na próxima semana. [[legacy_image_249442]] Regional Márcio França sugeriu a criação do Grupo Metropolitano de Monitoramento de Áreas de Risco (Gmar), no Litoral de São Paulo. Segundo o ministro, a iniciativa é positiva por favorecer a destinação de recursos por meio do CNPJ único do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb). “Por exemplo, seria possível a compra de uma aeronave que ficaria à disposição deste grupo metropolitano para sobrevoar diariamente a região e evitar novas ocupações em áreas de risco. Neste grupo, guardas civis municipais integrariam o Gmar e seriam treinados pela Defesa Civil Nacional”, explicou França. Aldeia A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, veio à região para visitar a Aldeia Rio Silveira (ou Ribeirão Silveira), entre as cidades de Bertioga, São Sebastião e Salesópolis, onde ocorreram alagamentos. Sônia disse que articulará os apoios necessários na Defesa Civil e no Ministério das Cidades para atender à comunidade indígena. “Ribeirão Silveira tem cinco núcleos. A primeira aldeia foi atingida pelas enchentes e nós viemos acompanhar in loco, saber quais são as necessidades desses indígenas nesse momento e quais apoios nós iremos buscar junto à Defesa Civil e ao Ministério das Cidades”, declarou.