[[legacy_image_340341]] O Governo Estadual decretou, ontem, emergência em saúde pública para a dengue. O Centro de Operações de Emergência (COE) recomendou a medida após o Estado superar, na segunda-feira, a marca de 300 casos confirmados da doença por 100 mil habitantes. Já houve 31 mortes. Na Baixada Santista, onde não há óbitos confirmados, Bertioga é líder regional em número de infectados e, na sexta-feira, havia decretado emergência por 180 dias. A Cidade tem 830 casos confirmados. O estado de emergência permite, por exemplo, medidas como a contratação de profissionais em caráter emergencial para reforçar ações de combate à doença e a entrada forçada nas áreas externas de residências onde possa haver criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor. “Os imóveis fechados dentro do nosso Município são um ponto muito negativo na questão do controle da dengue”, afirma a diretora de Vigilância em Saúde da Cidade, Marly Inês dos Reis. Mesmo com autuações da Vigilância, nem sempre se encontram donos de imóveis. Marly acrescenta que está prevista a contratação de empresas para aplicação de nebulização, larvicida e inseticida por drones. A ação se somará à nebulização nas residências, feita com apoio de técnicos do Estado, e de fumacê nas ruas. AtendimentoAinda em Bertioga, o atendimento de pacientes com sintomas de dengue ocorre na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Hospital Municipal. Ali se criou um lugar específico para esse fim, com testes rápidos e análise de sangue. “Fechamos um diagnóstico de dengue precocemente nesse local, onde o paciente é hidratado, de acordo com a gravidade dos sintomas. Ele também é tratado ali e orientado a seguir o tratamento em casa depois da alta”, explica a diretora. No sexto dia com sintomas, o paciente passa por uma coleta de sangue, que é enviada ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, onde se confirma ou não a doença. Governo indica 2.176 casos na região e sete mortes suspeitasO Painel de Monitoramento da Divisão de Dengue, Chikungunya e Zika do Estado, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde, aponta 2.176 casos confirmados de dengue na Baixada Santista até segunda-feira e sete mortes sob investigação - três em Guarujá, uma em Cubatão, uma em Praia Grande, uma em Santos e uma em São Vicente. Quando se consideram informações de prefeituras, Guarujá é o Município com o segundo maior número de casos de dengue na região. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, são 749 casos de dengue confirmados. Três óbitos estão sob investigação; os de dois homens, de 65 e 35 anos, e o de uma mulher de 40 anos. Aguardam-se os resultados de exames feitos no Instituto Adolfo Lutz (IAL), que analisa os casos. Praia Grande também espera confirmação do IAL para saber se uma mulher de 36 anos morreu de dengue. O Município já teve 110 casos da doença. Também se apura uma morte suspeita em Cubatão, onde, até 29 de fevereiro, havia 19 casos de dengue. Mais dados Em Santos, dados de 29 de fevereiro apontam 235 casos de dengue na Cidade. Em Itanhaém, até segunda-feira, eram 90. Em São Vicente, registraram-se 87 casos de dengue até ontem. Em Mongaguá, 13 casos de dengue e um de chikungunya ocorreram neste ano, A Prefeitura de Peruíbe não retornou até o término desta edição. [[legacy_image_340342]] No EstadoEm São Paulo, dados atualizados até segunda-feira mostram que 131 cidades do Estado tiveram mais de 300 casos por 100 mil habitantes e 22 municípios decretaram emergência, como Bertioga. Conforme o Governo Estadual, o decreto permitirá que estado e municípios adotem ações com mais agilidade e recebam recursos adicionais do Governo Federal. Cada cidade poderá utilizar a medida estadual para decretar emergência em âmbito local, a partir da análise de seu cenário epidemiológico. Uma portaria do Governo Federal indica que os repasses de verba emergencial deverão ser enviados ao Estado, a partir de agora, para investimento em vigilância em saúde, atenção primária e atenção especializada. No Estado, os recursos serão destinados à aquisição de máquinas de nebulização e insumos, à contratação de pessoas e à ampliação da capacidade da rede. A Secretaria Estadual de Saúde também orientou a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) para dar prioridade aos pacientes com suspeita de dengue em leitos para casos de alta complexidade.