[[legacy_image_197440]] Causada pelo vírus monkeypox, a varíola símia, também conhecida como varíola dos macacos, vem infectando cada vez mais pessoas no País. Na Baixada Santista, ao menos oito casos já foram confirmados. Nesta quinta-feira (4), o Governo de São Paulo anunciou medidas de enfrentamento à doença por meio do lançamento da Rede Emílio Ribas de Combate à Monkeypox. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Quem tiver sintomas da doença deve procurar unidades básicas de Saúde (UBS), que serão referência para os casos leves. No caso de gestantes, a partir de quando forem diagnosticadas, serão acompanhadas pelos municípios, e o parto ocorrerá em uma unidade de saúde de alto risco. O Estado definiu 93 hospitais estaduais e maternidades que internarão pacientes em situação grave e para os quais serão levados somente após encaminhamento pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). Portanto, não se deve ir a um hospital por conta própria caso se suspeite da doença. Na região, quatro hospitais receberão pacientes graves: Guilherme Álvaro (Santos), Jorge Rossmann (Itanhaém), Instituto de Infectologia Emílio Ribas II (Guarujá) e Polo de Atenção em Saúde Mental (PAI, em Santos). A rede também terá uma sala de situação, já ativada, denominada Centro de Controle e Integração (CCI). Ela é formada por 24 especialistas de diferentes instituições, entre cientistas, epidemiologistas, virologistas, infectologistas e professores universitários para assessorar as ações no enfrentamento ao surto e estudar e projetar os cenários, além de propor medidas e identificar oportunidades para o desenvolvimento de vacinas e de tratamentos eficazes para a doença. O Estado anunciou uma rede credenciada de laboratórios para testagem e vigilância genômica. Para isso, a Secretaria de Saúde já realizou três ações de capacitação e treinamento que alcançaram cerca de 3 mil profissionais da área. As iniciativas serão intensificadas neste mês com as redes pública e privada, em parceria com municípios. Outro serviço oferecido pelo Estado é a orientação 24 horas para profissionais de saúde, por meio de um serviço 0800, instalado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Estadual. O objetivo é que os médicos plantonistas orientem e esclareçam dúvidas dos profissionais de saúde das redes pública e privada sobre diagnóstico e manejo clínico dos pacientes infectados com o vírus. Também haverá ações de comunicação educativa com foco em prevenção e na identificação de sinais e sintomas da doença. “Este conjunto de ações desenvolvidas pelas equipes das duas secretarias é fundamental para o enfrentamento da doença em São Paulo”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn. Ele diz que as diretrizes evitam agravamentos pela doença e a ampliação da transmissão.