[[legacy_image_1980]] No próximo dia 10 começa em todo o País a 21ª edição da Campanha de Vacinação contra a Gripe. Seguindo até o dia 31 de maio, a meta do Ministério da Saúde é imunizar 59 milhões de pessoas. Na Baixada Santista, até junho do ano passado, haviam sido imunizadas 440 mil pessoas, segundo as secretarias de saúde. A maioria dos municípios não atingiu a meta de 90% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde – estão entre 75% e 80%. Serão vacinadas todas as pessoas nos chamados grupos prioritários, formados por idosos a partir dos 60 anos, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), crianças na faixa etária de 6 meses até menores de 6 anos, trabalhadores da saúde, presos, indígenas, jovens e adolescentes entre 12 e 21 anos em medidas socioeducativas, professores e pessoas com doenças crônicas. Quem não se inclui em um dos grupos, pode tomar a vacina também através do sistema privado. Até o ano passado, os valores variavam de R\$ 100,00 a R\$ 150,00. Ainda de acordo com o Ministério, só não deve tomar a vacina quem tem alergia à proteína do ovo e ao Timerosal (ou Tiomersal), pacientes de doenças neurológicas em atividade e indivíduos que tiveram Síndrome de Guillain Barré. Na dúvida, é indicado buscar orientação médica. Importância O infectologista Evaldo Stanislau salienta que é preciso ficar claro que o vírus Influenza, que causa gripe, é muito grave e pode matar. Por isso, os chamados grupos de risco, mais vulneráveis, são absolutamente estratégicos para serem vacinados, já que as complicações podem ser letais. A vacina ainda é a melhor forma de combate, a cada ano. “É como um carro, todo ano tem atualização. A vacina protege por vírus e subtipos virais daquele período. De um ano para o outro isso muda”, explica. Stanislau derruba o falso conceito de que a vacina não funciona, porque muitos pegam gripe mesmo vacinados. “É para a pessoa não morrer de gripe, por isso sua eficácia. Também evita surtos e, sobretudo, é efetiva em diminuir as complicações, inclusive letais, do vírus Influeza”, afirma. Diagnóstico O médico explica que a identificação do vírus seria a chave para avançarmos mais no combate à Influenza. “Devemos pensar mais o seguinte: paciente internou. Qual influenza vamos tratar?”. Colher este material seria muito significativo do ponto de vista de tratamento das pessoas infectadas, pois poderia reduzir o uso de antibióticos, já que há muitos casos em que a gripe é tratada com o uso desses medicamentos. “Poderíamos não tratar com antibiótico quem não é viral e tratar com antiviral quem tem o vírus”, explica. Testes Hoje, existe uma tecnologia que permite fazer o teste viral em pacientes internados, porém só em alguns locais da rede privada. E também é muito caro: cerca de R\$ 1 mil por diagnóstico. Questionado sobre se tem ideia de implantar o teste no SUS, o Ministério da Saúde não respondeu até o fechamento desta edição.