[[legacy_image_93084]] Nesta quarta-feira (18), servidores de várias áreas da Prefeitura de Santos aderiram à paralisação nacional contra a PEC 32 (reforma Administrativa) que tramita no Congresso. Junto com funcionários públicos de Cubatão, São Vicente, Praia Grande, servidores do Judiciário, da Previdência e dos Correios, os manifestantes se concentraram durante todo o dia na Praça Mauá, em Santos. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Um gigantesco ataque contra os serviços públicos, contra a população e contra os servidores está ocorrendo. Todos os direitos de quem está na ativa, dos aposentados e pensionistas, atuais e futuros, estão em risco”, resume o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), Flávio Saraiva. Segundo ele, a saúde, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência social, entre outras, estão em grave risco. “Para citar apenas a área da saúde como exemplo de como a população, os serviços públicos e os servidores serão afetados, veja o seguinte: ações de vigilância sanitária e epidemiológica, saneamento básico, desenvolvimento científico e tecnológico em saúde e até mesmo fiscalização e inspeção de alimentos e de alguns medicamentos são atribuições do SUS. Quando compramos comida no mercado, quando comemos em um bar ou restaurante ou mesmo quando utilizamos algum medicamento, estamos fazendo uso do SUS. E tudo isso está para ser desmontado pela tal Reforma Administrativa do Bolsonaro”. MudançasA reforma prevê que somente servidores ocupantes dos chamados cargos típicos de Estado terão estabilidade. Atividades contínuas que não sejam típicas de Estado, saúde e educação, por exemplo, as atividades técnicas, administrativas ou especializadas que envolvem maior número de servidores, serão exercidas por concursados sem estabilidade ou pessoas contratadas por prazo indeterminado, podendo ser dispensados a qualquer tempo. Os governos podem criar milhares de “cargos de liderança e assessoramento” diferentes dos atuais cargos em comissão e funções de confiança. As atribuições gerenciais ou técnicas desses cargos deixam os serviços públicos mais sujeitos aos objetivos dos governos de plantão, que podem lotear o poder público com seus apadrinhados e retirar aqueles que os criticam, em detrimento da qualidade e da continuidade do serviço público. “As mudanças transformam o serviço público em um gigantesco curral eleitoral sob comando de partidos e políticos eleitos. A maioria dos atuais cargos com estabilidade entram em extinção, pois a reforma prevê a criação de cargos novos com outras nomenclaturas”, ressalta Saraiva. Ato e assembleia virtual Conforme deliberação da última assembleia, o Sindserv convoca toda a categoria a voltar à Praça Mauá nesta quinta-feira (19), às 10h, para pressionar o prefeito a retirar o projeto de reforma do Iprev (PLC 30/2021), em tramitação na Câmara. Ainda nesta quinta, às 19h, a entidade sindical realizará uma assembleia virtual para avaliar o movimento e decidir os próximos passos. “Como faz sempre que quer impor seus ataques aos funcionários municipais, o Governo do PSDB mais uma vez usou a artimanha de enviar na surdina a um projeto prejudicial à categoria para os vereadores aprovarem. Nesse caso, trata-se mudanças em nosso sistema de aposentadorias”, afirmou no ato desta quarta, a coordenadora geral do Sindserv, Márcia Ester Caldas dos Santos. HistóricoNa assembleia ocorrida no último dia 12, os servidores de Santos aprovaram greve nesta quarta-feira (18), contra a Reforma Administrativa (PEC 32). Nesta mesma assembleia a categoria também decidiu dar um prazo para o prefeito retirar o projeto da Câmara. Caso isso não ocorresse, a mobilização continuaria.