[[legacy_image_306450]] Em meio à busca por soluções de mobilidade e a expansão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cuja segunda etapa é executada em Santos e a terceira, na Área Continental de São Vicente, está no horizonte, a frota de veículos da Baixada Santista cresceu nos últimos 12 meses. A Tribuna levantou os dados sobre veículos, por tipo, na Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Em número de automóveis, o crescimento foi de 1,7%, passando de 485.108 em setembro do ano passado para 493.350 em setembro deste ano — ou 8.242 unidades. O de motos subiu 3,11%, de 221.398 para 228.274. O de caminhões teve ligeira alta, de 0,29%, de 18.345 no ano passado para 18.416 neste ano (veja tabela). O maior número de carros está em Santos, com 139.305. Na Cidade, porém, o número caiu com relação a 2022, quando era de 139.336. Na sequência, vêm Praia Grande, com 93.706 (2023, ante 90.549 em 2022) e São Vicente (71.909, acima dos 71.082 do ano passado). Santos também lidera no número de motocicletas, com 52.774, pouco acima do de um ano antes, com 52.150. O segundo lugar é de São Vicente, com 46.986 (ante 45.682 em 2022) e Guarujá, com 43.083 este ano (41.856 em 2022). Os caminhões também têm o ranking liderado por Santos, com 5.199 unidades, seguido de Cubatão (2.727) e São Vicente (2.442). No ano passado, Santos tinha 5.207 veículos, contra 2.806 de Cubatão e 2.362 de Praia Grande. [[legacy_image_306451]] Em SantosO diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, pensa que a expansão do VLT rumo ao Centro da Cidade será decisiva para a mobilidade. “Hoje, a gente tem, aproximadamente, 200 ônibus municipais e 300 ônibus intermunicipais andando por dia (em Santos). Com a entrada do VLT, a gente vai conseguir tirar perto de 70 ônibus intermunicipais e, dos municipais, estamos analisando as novas configurações das linhas para ver o que a gente consegue reduzir”, afirma. Segundo ele, o Bike Santos, que começou com a premissa do aluguel de bicicletas, se transformou numa opção sólida de transporte. “No momento em que você tira veículos da rua e coloca bicicletas, também tem uma melhora no trânsito.” Gonçalves entende que a Área Insular de Santos não permite mais intervenções viárias, como um viaduto. Para isso, a CET tem apostado na limitação de vagas de estacionamento nos horários de pico. “São proibições periódicas de estacionamento em determinados locais, onde é possível dar uma fluidez maior no trânsito. Isso ficou provado nas avenidas Washington Luís, Ana Costa e Conselheiro Nébias. O estacionamento não é retirado em definitivo porque há muitas moradias que não possuem garagem”, afirma.