[[legacy_image_13318]] A Frente Parlamentar Pela Criação das Escolas Militares no Estado de São Paulo irá propor a implantação das unidades de ensino aos municípios. O grupo foi lançado na noite da última sexta-feira (31), durante cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O colegiado será presidido pelo deputado estadual Tenente Coimbra (PSL). As escolas cívico-militares são instituições que contam com militares da reserva atuando na administração e no sistema de disciplina. O parlamentar explicou que existem três modelos. O primeiro é o do Exército, em que 70% das vagas são destinadas aos filhos de militares e 30% abertas ao público. O segundo é utilizado, por exemplo, no Colégio PM Cruz Azul, que atende diversos policiais militares, mas é particular. Já o terceiro modo é a gestão compartilhada, que acontece em escolas estaduais que tem problemas de indisciplinas, vandalismo e tráfico de drogas. “Essa gestão compartilhada tem a finalidade de identificar pontualmente os colégios que têm essa necessidade e fazer um trabalho conjunto na parte disciplinar. É importante ressaltar que a parte pedagógica permanece com os professores. Os militares não interferem nesta questão”, comentou Coimbra. Programa Escola Mais Segura Patrick Tranjan, assessor parlamentar da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, falou sobre o programa Escola Mais Segura que busca reforçar a segurança em unidades de ensino estaduais por meio da Polícia Militar, empregando policiais de folga e adquirindo novas viaturas para o programa Ronda Escolar. A iniciativa é dividida em quatro eixos: medida de segurança (parceria da Secretaria da Educação com a Polícia Militar - inteligência e força policial); organização escolar (pensar em normas e procedimentos que minimizem a possibilidade como, por exemplo, o caso de Suzano e Carapicuíba); convivência (trabalhar para que o clima e a convivência entre estudantes e a equipe escolar seja mais harmoniosa); e responsabilização (estudante e familiares que depredarem a escola deverão ser responsabilizados). “O programa envolve uma parceria entre a educação e segurança pública. A gente precisa pensar em um sistema protetivo para o nosso estudante, pois a partir do momento em que nós o tratamos bem, a Polícia Militar tem o seu trabalho auxiliado também”, afirmou Tranjan. Ernesto Puglia Neto, Coronel da Reserva da Polícia Militar de São Paulo e secretário executivo da Defenda PM, explicou que esse projeto dentro da escola é semelhante ao trabalho da Polícia Comunitária e que pode diminuir diversos tipos de crimes no interior e fora da escola.