[[legacy_image_27498]] Preso há pouco mais de quatro meses, Alexsandro Cantuária de Souza é suspeito de participar de roubo a uma residência no dia 10 de junho, em Bertioga. Porém, a família do acusado alega que o rapaz não cometeu o tal roubo, e agora pede justiça para provar sua inocência. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! Cantuária é dono de um quiosque na Praia da Enseada, em Guarujá, tem duas filhas e é casado com Yasmin Pitta, de 28 anos. Ela conta que a família está indignada porque Alex foi identificado por conta de uma foto tirada há oito anos e que essa foi a única prova para que ele fosse preso. Além disso, Yasmin alega que no dia do crime, o marido estava dormindo em casa, no bairro Caruara, em Santos. “A gente tinha esperança de que a justiça tivesse essa sensibilidade porque em oito anos a pessoa muda muito. Meu marido está muito diferente. Ele não tem necessidade nenhuma de fazer isso", diz. Por conta da demora na resolução do caso, a família do suspeito fez um protesto na última semana, em frente ao Fórum de Bertioga, pedindo justiça. O protesto parece ter surtido efeito, pois a audiência do réu foi marcada.Porém, apenas para fevereiro do ano que vem. Além disso, a liberdade provisória requerida pela defesa do acusado foi indefirida na terça-feira (3). [[legacy_image_27499]] Para Yasmin, durante esses quatro meses, o mais difícil foi ter que explicar o que está acontecendo para as filhas, de 2 e 6 anos. Ela lamenta que além de ter sido preso, Cantuária perdeu momentos importantes da família “Ele não estava presente no aniversário delas, pois já estava preso. Foi muito triste para a gente, principalmente para a (filha) mais velha que já entende tudo”, desabafa Yasmin. Segundo o advogado de Cantuária, Leonardo Fontes Rodrigues, o cliente está preso exclusivamente pelo reconhecimento fotográfico. Sendo que na casa de Cantuária não havia nenhum objeto ilícito, proveniente do roubo e, até o momento, só foram confirmadas as digitais de dois indivíduos na cena do crime, não a de Alex. Ainda segundo o advogado, os laudos já foram requisitados há três meses e o que está causando estranheza é a demora para receber os documentos “Com a vinda dos laudos ficará cristalino que o Alex não participou do crime, visto que além das impressões digitais, que não irão constar, também foi apreendida uma máquina de cartão no qual o Ministério Público diz que foi usada no crime, o que é impossível, já que a máquina é de um quiosque. E com a vinda desse laudo também, que por hora não chegou, ficará comprovado que não é máquina do roubo e tampouco foi usada no dia do crime”, diz.