[[legacy_image_225704]] As fortes chuvas do fim de semana acenderam um sinal de alerta para moradores de bairros de Praia Grande e São Vicente que ficaram sem água por quase 24 horas. O temor é de que, com a chegada do verão, no mês que vem, o problema se intensifique, já que a estação é marcada por fortes temporais após dias quentes, em que o consumo é ainda maior. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Morador do bairro Guilhermina, em Praia Grande, o técnico em eletrodomésticos Alexandre Feijó Costa ficou sem água na última sexta. Segundo ele, ao ligar para a Sabesp, sempre ouve a informação de que o abastecimento será normalizado no fim da tarde, o que não aconteceu no final de semana. “Na sexta-feira pela manhã, informaram que seria feita uma manutenção. Passaram sexta, sábado, domingo e todos os dias informavam que a água voltaria no final da tarde, o que não aconteceu. Chegamos na segunda sem água. Liguei várias vezes no 195 e não tem atendente”, destaca. O morador de Praia Grande aponta, ainda, que não é a primeira vez que o problema acontece. “Já foram umas dez vezes neste ano que tivemos tal problema. Quando não é baixa pressão, é falta de água mesmo e falam que é manutenção. Ficamos três ou quatro dias sem água e não falam nada, nenhuma satisfação”. Problema seletivo Segundo Costa, nas casas em que o consumo de água é menor, os vizinhos demoram para sentir o problema. “As caixas d’agua daqui são de 500 litros. Na minha casa, que tem mais gente, a gente percebe mais rápido. Mas aqui temos muitos idosos, que consomem menos e não percebem”. O mesmo relato tem a autônoma Andrea Cristina Lopes de Oliveira, que mora no Caiçara, em Praia Grande, há cinco meses. Desde então, segundo ela, foram muitas faltas de água aos finais de semana. O problema começa nas quintas-feiras à noite e o fornecimento só é restabelecido às segundas-feiras. “A gente vem sofrendo desde o dia 12. Liguei várias vezes perguntando e simplesmente passam a informação de que é manutenção na rede. Na quinta-feira, houve redução. Estão reduzindo de quinta a domingo. Como será no verão?”, questiona a autônoma, que precisou improvisar uma bomba para que a água suba até a caixa d’água. Mongaguá O estivador Willians Pereira da Silva também teme o início da temporada de verão no bairro Flórida Mirim, em Mongaguá. Ele explica que o problema é recorrente, mas, desta vez, começou na manhã da última sexta e continuou ontem. “Eu tenho um comércio embaixo e moro em cima. No andar de baixo, a água ainda chega, mas não tem pressão para subir. Tem acontecido constantemente. Nossos medos são o fim do ano e a temporada. Dão prioridade para o lado da praia e o lado do morro fica sem perspectiva. Além de tudo, não nos dão previsão real de quando o problema vai ser resolvido”, afirma o estivador. Já na Vila Margarida, em São Vicente, foram quase 20 horas sem água. Lá, as torneiras também começaram a ficar secas na sexta-feira. O problema é recorrente naquela região, com momentos diários de interrupção, explica a assistente de ouvidoria Thays Oliveira Leite. Dessa vez, a água voltou ainda no final de semana. “Parece que retornou ao normal, vamos aguardar, ver até quando vai durar”. Sabesp Procurada, a Sabesp informou que na manhã desta segunda (28) estava normalizando o sistema integrado de abastecimento de água da Baixada Santista. “A companhia esclarece que as fortes chuvas registradas na noite de domingo (27) atrasaram a recuperação das condições do tratamento da água bruta que chega nas captações dos mananciais, onde desde sexta-feira as chuvas deslocaram grande quantidade de lama, pedras, troncos, galhos e outros materiais que comprometeram a vazão de água tratada nas estações”. Segundo a companhia, técnicos se revezaram em turnos para normalizar o volume de água captada nos rios e, consequentemente, a vazão de tratamento da água oferecida à população. “Caso ainda seja identificada alguma alteração no fornecimento de água, a Sabesp pede para entrar em contato e informar um endereço completo pelos canais de atendimento da empresa, durante 24 horas, pelos telefones 195 ou 0800-0550195 (ligação gratuita)”.