[[legacy_image_90919]] Com um em cada quatro domicílios do Estado classificados como inadequados, o Governo de São Paulo promete atuar em duas frentes para minimizar os problemas do setor habitacional. Além de construir moradias populares, outra meta é recuperar as que estão em estado precário. Para isso, R\$ 90 milhões serão destinados a pequenas reformas nessas unidades, no programa Viver Melhor. Na Baixada Santista, a primeira cidade que deve receber o projeto é Cubatão. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A revelação foi feita na quinta-feira (12) pelo secretário de Estado da Habitação, Flavio Amary, em entrevista para A Tribuna. Ainda sem uma data definida e valores específicos para a região, o Viver Melhor começou no fim do mês passado, em São Bernardo do Campo (SP), atingindo 500 casas. A meta, até o fim de 2022, é reparar 4,5 mil domicílios no Estado, com aplicação de R\$ 15 mil em reparos por unidade habitacional. Os tipos de serviços a serem executados pelas equipes do programa, sem custo para as famílias, abrangem coberturas, alvenaria, revestimento, piso, pintura, instalações elétricas e hidráulicas, instalação de esquadrias, melhorias em acessos e áreas comuns do núcleo habitacional e reparos de drenagem, entre outros. “Em áreas passíveis de serem regularizadas, atenderemos essas famílias e promoveremos melhoria na condição de vida”, afirmou Amary. Vila Gilda Na mesma entrevista, o secretário afirmou que as famílias do Dique da Vila Gilda, em Santos, que estão em situação de vulnerabilidade e possuem renda familiar de até três salários mínimos (R\$ 3.300,00) não precisarão pagar pelos apartamentos do programa Vila Digna. As unidades serão custeados pelo Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O primeiro conjunto com promessa de entrega do Estado é o Santos Y - Bananal, com 140 unidades, cujas obras foram lançadas na semana passada e devem ficar prontas até o final de 2022. O residencial contará com apartamentos de um e dois dormitórios, área verde de 974,70 m2, parque infantil e estacionamento para veículos e motos. O empreendimento fica na Caneleira e vai receber as primeiras famílias de 2,8 mil mapeadas em cinco cidades da região: Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente. Segundo Amary, ao todo há 19 mil famílias vivendo em palafitas. “É um importante projeto para atender as famílias mais carentes da Baixada Santista”. O secretário admitiu que os conjuntos habitacionais lançados dentro do programa não são suficientes para resolver o deficit habitacional na região. Levantamento publicado por A Tribuna em maio, a partir de informações divulgadas pelas prefeituras, apontou a falta de 99.577 moradias nas nove cidades da Baixada Santista. Investimentos Ele reafirmou, no entanto, que o Vila Digna é o “maior programa” de habitação do País. Ao todo, serão 11 empreendimentos, com investimento de R\$ 600 milhões do Estado e prazo de 30 meses. Só em Santos, serão reassentadas 990 famílias, divididas em três empreendimentos, segundo a promessa do Governo.