[[legacy_image_14439]] Com o início do prazo para o acerto de contas com o Fisco, nesta segunda-feira (2), os bancos já colocam na praça a linha de crédito que antecipa o dinheiro da restituição do Imposto de Renda. É grana no bolso antes de a Receita Federal incluir milhões de brasileiros nos lotes de devolução do imposto pago a mais. Mas, a facilidade tem preço, e ela se chama juros. Há, ainda, um risco na operação: se cair na malha fina, o prejuízo será maior, alertam os especialistas. ATribuna.com.br consultou os principais bancos no país, e a taxa mais barata encontrada começa em 1,49% ao mês. Tem instituição financeira que cobra a partir de 1,9% a cada 30 dias. “As taxas de juros são mais baixas em relação a outras, como cartão de crédito e cheque especial, porque os riscos são menores. Então, para quem está endividado nessas modalidades, pode ser uma saída”, diz o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. Os bancos não informaram os juros máximos praticados na operação. É necessário, também, verificar o Custo Efetivo Total (CET), que pode incluir outras taxas e encargos. O prazo máximo para quitar a bronca será a data da restituição ou 31 de outubro, dependendo do banco. Detalhes [[legacy_image_26053]] O empréstimo está disponível a clientes que indicam o banco onde têm conta para receber a restituição. Em muitos casos, os valores já estão pré-aprovados - uma tentação a quem está com a corda no pescoço. “Porque a pessoa pega o dinheiro agora e paga apenas quando o crédito da restituição entrar na conta. Porém, só vale pegar o empréstimo para se livrar de dívidas em linhas mais caras ou para alguma emergência”, acrescenta Oliveira. Ou seja, jamais use o empréstimo para o consumo, pois será perda de dinheiro na certa. “O rendimento que a Receita paga é muito menor que os juros cobrados pelos bancos. Então, parte do patrimônio dele também será comprometida. Pagar juros sempre é ruim”, explica o presidente do Sindicato dosEconomistas do Estado de São Paulo, Pedro Afonso Gomes. Malha fina Se estiver mesmo disposto a encarar o empréstimo, atenção na hora de preparar a declaração e enviá-la para a Receita. Fique atento aos dados, calcule a restituição com atenção, evitando erros que possam colocar o contribuinte na malha fina. Isso significa que a restituição vai demorar mais e não haverá recursos para quitar o crédito com o banco na data combinada. “A pessoa não terá o dinheiro e precisará refinanciar a dívida até com taxas maiores, porque a operação estará vencida. A instituição financeira terá dúvidas se o crédito será quitado. Daí, será um embate do cliente com o banco para tentar, pelo menos, manter a mesma taxa”, acrescenta Gomes.