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Especialistas falam que só restrição no Plano SP não é suficiente

Restrições de mobilidade foram apontadas como um avanço no combate à Covid-19

Por: Do Estadão Conteúdo  -  23/01/21  -  13:45
Em novembro, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era de 76,6 anos
Em novembro, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era de 76,6 anos   Foto: Matheus Tagé/AT

As restrições de mobilidade foram apontadas por especialistas como um avanço no combate à Covid-19. No entanto, consideram que elas são insuficientes para conter a transmissão do vírus, ainda mais num momento de escalada de novos casos.


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"Eu vi avanço na alteração do Plano São Paulo. Muitas cidades regrediram para a fase vermelha e todo o Estado está no mínimo na fase laranja, o que mostra a gravidade da situação", aponta Domingos Alves, professor de medicina da Universidade de São Paulo de Rio Preto.


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Para ele, as medidas "são de desespero", uma maneira de sinalizar para a população que ações estão sendo tomadas para conter o coronavírus, mas não suficientes. "Não existem evidências de que elas contenham a taxa de transmissão."


"Isso vem de uma posição equivocada do secretário de Saúde do Estado, que dizia que a transmissão maior vinha de quem se aglomerava à noite em bares e restaurantes. Mas isso desconsidera quem precisa pegar trem e ônibus para trabalhar ou atende nos comércios, por exemplo", aponta Alves.


Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri acredita que as medidas sozinhas não conseguirão diminuir a taxa de transmissibilidade. "Infelizmente, dependemos muito do comportamento das pessoas. O problema não está no shopping, no comércio ou na academia, porque você pode estar em um serviço essencial que nunca fechou e estar aglomerado, sem máscara e sem distanciamento", avalia. "Tão importante quanto essas medidas é o comportamento das pessoas".


Kfouri acredita ser o momento de "aumentar as restrições" e ainda encara com preocupação o potencial de contágio do vírus em eventos noturnos, especialmente nas festas clandestinas que têm se alastrado pelo País.


"É um absurdo fazer baladas e aglomerações desnecessárias em pandemia. Essa questão de 'sou jovem, assumo o risco e não estou prejudicando ninguém' não é verdade porque impacta toda a comunidade", afirmou o especialista.


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