[[legacy_image_59229]] Desde que os primeiros imunizantes contra a covid-19 foram liberados no Brasil, popularizou-se, em especial nas redes sociais, o termo “sommelier de vacina”. Ele é utilizado para denominar pessoas que afirmam ter preferência por um determinado fabricante das doses, em detrimento de outros. Segundo médicos ouvidos por A Tribuna, o comportamento é errado e pode ser mortal. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A infectologista Elisabeth Dotti explica que escolher a vacina para tomar não é o indicado. “As pessoas optam por vacinas mediante fake news e efeitos isolados. As doses são muito boas e têm o mesmo efeito no médio e no longo prazos. Essa coisa de escolher fabricante não existe. Vacina boa é vacina no braço”. De acordo com ela, mesmo quem lida com patologias como trombose, desde que normalmente medicada, não precisa se preocupar com a dose que irá receber. Quanto mais pessoas estiverem vacinadas, ressalta Elisabeth, maior a chance de diminuição dos impactos do coronavírus na sociedade, o que inclui um freio no surgimento das temidas mutações. “Não existe exceção de patologia. As vacinas são modernas e não há essa necessidade de esperar, desde que a pessoa esteja em tratamento. É muito mais fácil lidar com possíveis efeitos colaterais da vacina do que passar por uma intubação ou até mesmo correr risco de morte”. Para a médica, é importante que as pessoas busquem a vacina no momento em que a dose chegar para sua faixa etária ou grupo prioritário. “Agora, precisamos das vacinas para proteção individual e coletiva. O vírus escolhe as pessoas mais vulneráveis, ou seja, aquelas que não tomaram a dose”. O secretário da Saúde de Santos, Adriano Catapreta, que também é médico, afirma que é necessário vacinar 80% dos habitantes do Município para que o efeito desejado do imunizante seja atingido. “A vacinação é a única forma de vencer a pandemia, tirando o isolamento. Já vimos o caso de uma pessoa que não tomou a vacina porque queria escolher o imunizante, pegou covid-19 e morreu. Então, quando houver a chance de tomar a vacina, a pessoa deve se imunizar”, reforçou Catapreta.