[[legacy_image_215793]] Não há risco de um “surto grande” de varíola dos macacos na Baixada Santista após o registro da primeira morte pela doença na região, confirmada no domingo, de acordo com um médico entrevistado por A Tribuna. A vítima foi um morador de Praia Grande, de 37 anos, que havia sido diagnosticado no início de agosto e estava internado em um hospital particular de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, destaca que o número de casos tem caído desde o final de julho. Contudo, ainda não se sabe quando a vacinação contra o vírus começará no País. Para o infectologista de Santos Roberto Foccacia, “certamente, pela limitação da transmissão, não deve ocorrer nenhum surto grande”. Salientou, porém, que “uma doença nova tem que ter alguma precaução quanto à expectativa do que pode ocorrer no futuro”. Até ontem, a Baixada Santista tinha 65 casos registrados, dos quais 58 em homens e sete em mulheres. Santos e Praia Grande registram 19 ocorrências cada uma. Ontem, Bertioga teve confirmado o primeiro caso da doença, em um homem. A moléstia ainda não chegou a Mongaguá e Peruíbe. O óbito do morador de Praia Grande foi o segundo no Estado. No País, são 8,6 mil casos e sete mortes. “A maioria dos casos tem ocorrido mais entre parceiros que fazem sexo com pessoas do mesmo gênero. Essa infecção não vai atingir a proporção de uma covid-19”, explica, ao se referir à pandemia de coronavírus existente desde março de 2020. “Transmite-se (a varíola dos macacos) por qualquer secreção. Inclusive as secreções oral, anal ou genital. A transmissão pode ser pelas superfícies, até mesmo pelo lençol da cama. Quem vai cuidar desse paciente tem que ter toda uma paramentação (troca de roupas) e sempre lembrar que é necessário usar luvas descartáveis”, reforça. O profissional reforçou que, em caso de suspeita de varíola dos macacos, o paciente procure um médico e tome os cuidados necessários para evitar que o vírus se espalhe. “As pessoas que vão tomar conta desses pacientes também devem tomar todas as precauções, especialmente de luva e máscara, porque se transmite também por via respiratória.”