[[legacy_image_344617]] O environmental, ou ambiental, um dos preceitos da sigla ESG — em inglês, environmental, social and governance, que significam ambiental, social e governança, em português — faz com que as empresas precisem equilibrar seus processos e lucratividade com as possíveis consequências para o meio ambiente. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Além disso, pesquisas mostram que consumidores já têm considerado as práticas ambientais empresariais no seu processo de escolha de um produto ou serviço. Ou seja, as empresas que quiserem seguir competitivas precisam atuar no enfrentamento aos desafios globais relacionados à sustentabilidade e às mudanças climáticas”, argumenta o diretor de Sustentabilidade e ESG da Superliga Carnavalesca, do Rio de Janeiro, Diego Carbonell. O pilar ambiental abarca temas como economia circular, gestão de recursos naturais, gerenciamento adequado de resíduos e poluentes, conservação da biodiversidade e do ecossistema e redução das emissões de gases de efeito estufa. A gestão de cada um desses temas é baseada em indicadores e metas, que variam de acordo com o setor de mercado. “Nesse sentido, o Plano de Transformação Ecológica, recentemente aprovado pelo Ministério da Fazenda, mostra que o Brasil está se movimentando, ainda que um pouco lentamente na minha opinião, frente à forte pressão internacional em relação ao nosso posicionamento quanto às mudanças climáticas e aos acordos internacionais estabelecidos na COP 21, em Paris, que tratou de um esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 45% até 2030, em relação às projeções de políticas atuais, além de atingir emissões líquidas zero até 2050”, lembra a diretora de certificação do SeloXis, Aline Schneiders, que também é formada em Administração de Empresas e doutoranda em Agricultura Sustentável pela Unicamp. Para exemplificar a importância da questão, Aline diz que “o setor do turismo é responsável por 8% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). De que forma uma pequena pousada ou um grande hotel impacta tudo ao seu redor? Pensando desde a biodiversidade local, as emissões, até a vida cotidiana de quem vive no local, é muito impacto, muita coisa para medir. Como diz a frase: ‘Se você não pode medir, não pode gerenciar’. O ESG nada mais é do que isso: medir o impacto ambiental, social e econômico para gerenciar”, aponta. Benefícios Fundador da DJS Soluções, que introduz práticas ESG em pequenas e médias empresas, Domingos Costa Júnior lista os benefícios internos e externos obtidos com a adoção dessas medidas, que estão em práticas do dia a dia, como economizar água, energia, separação dos resíduos e emissão de gases de CO2. “Internamente, com uma criação de política de sustentabilidade, há um fortalecimento do tema para seus colaboradores, clientes, fornecedores e sociedade no entorno da empresa. Isso faz com que práticas de cuidados ambientais sejam cada vez mais popularizadas e fortalecidas. Para fora da empresa, ela segue se posicionando como multiplicadora e fomentadora do tema, pois poderá participar, de forma conjunta com o Poder Público, com entidades de apoio ao meio ambiente. Até mesmo seus colaboradores poderão disseminar essas práticas em suas comunidades e seu meio familiar”, explica. Práticas sustentáveis estão na rotina A conscientização ambiental entre os funcionários da organização é fundamental para promover práticas sustentáveis na rotina e na cultura organizacional, afirma a coordenadora regional de Operações e ESG da Souza Cruz, Camila Rodrigues. Além de contribuir para a redução do impacto ambiental, segundo Camila, o engajamento dos funcionários na sustentabilidade também pode gerar benefícios para a empresa, como aprimoramento da reputação, aumento da produtividade, atração e retenção de talentos. “O colaborador, que tem a consciência e a cultura ambiental bem desenvolvidas, se identifica como um agente ativo de ações em sustentabilidade e sabe exatamente como suas atitudes impactam essa agenda ou são impactadas por ela, gerando sensação de pertencimento e fortaleza para a organização”, argumenta. Diretor de Sustentabilidade e ESG da Superliga Carnavalesca, do Rio de Janeiro, Diego Carbonell lembra que não adianta que sejam estabelecidos os melhores planos e estratégia se não houver envolvimento das pessoas para que isso saia do papel. “Fazer com que as pessoas se engajem nas questões ambientais é crucial para que haja efetividade no que for estabelecido. Não há qualquer possibilidade de mitigarmos os impactos ambientais hoje percebidos se os colaboradores não tiverem internalizado a importância das melhores práticas ambientais, não só no ambiente corporativo, mas também em seu dia a dia”, afirma.