[[legacy_image_215085]] As escolas precisam dar mais protagonismo e espaço para que crianças e adolescentes se manifestem, deem suas opiniões e até possam escolher os livros paradidáticos que serão comprados. Ao dar espaço e voz a esse público, as escolas ajudam na construção do indivíduo com todas as habilidades socioemocionais que precisarão na vida adulta. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A opinião é da psicóloga Clécia Aragão, sócia do Grupo Ciranda Cultural, uma editora voltada a livros para crianças e jovens de todas as idades. Ela foi uma das entrevistadas em mais um dos fóruns promovidos pelo Grêmio Estudantil Nova Geração, da escola municipal Pedro II, de Santos. Os fóruns vêm ocorrendo mensalmente no auditório do Grupo Tribuna, e são organizados pelos alunos do ensino fundamental que compõem o grêmio. Esse foi o quarto encontro da iniciativa, que tem o apoio do GrupoTribuna. Clécia foi convidada a falar sobre a importância da literatura na infância e sobre como as crianças e jovens podem inserir o livro no cotidiano. “Os pais também podem ajudar, identificando quais são os interesses das crianças. Se ele está assistindo uma série, por exemplo, veja qual é a temática da série, quais são os personagens, o enredo. Captar essas particularidades pode ajudar na escolha do livro e estimular a leitura”, disse. A psicóloga, que disse às crianças da plateia também ter sido membro de grêmio estudantil na infância, falou sobre a importância dessas iniciativas para a formação do indivíduo. “Estou emocionada por ver essa organização dos estudantes, e da escolha dos temas. As escolas deveriam fazer mais disso”. NG em pauta Os fóruns realizados no auditório do Grupo Tribuna vêm ocorrendo desde junho e são uma iniciativa do próprio Grêmio Estudantil Nova Geração, da Pedro II. No encontro de sexta-feira (14), os alunos do Ensino Fundamental II (de 5º a 9º anos) pediram aos alunos do grêmio mirim da escola que fizessem as entrevistas com os convidados, em comemoração à semana das crianças. Para Thatiana Antunes, professora da escola e coordenadora do grêmio, o intercâmbio entre os grêmios também é uma forma de aprendizado. “Esse protagonismo, esse senso de responsabilidade para organizar um evento como esse é muito positivo para os alunos”, diz. Para a professora, os grêmios estudantis estimulam o desenvolvimento de outras habilidades, como o relacionamento interpessoal, trabalhar em equipe e capacidade de se comunicar melhor e com todos os públicos.