[[legacy_image_338065]] Água no umbigo, sinal de perigo. Essa é a principal orientação do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) quando o assunto é prevenção de afogamentos. Conforme a corporação, em dois meses de verão, o Litoral paulista teve 1.124 registros de afogados e 1.734 de salvamentos. Porém, 36 pessoas morreram afogadas entre 22 de dezembro e o último dia 20. (veja distribuição por cidades mais abaixo) Ao se dividir o número de afogamentos pelos 60 dias dias desse período, se verifica que, em números arredondados, 19 pessoas se afogaram e 29 foram salvas por dia. A cidade com mais afogamentos é São Sebastião — onde, porém, não houve mortes. As outras cidades com mais ocorrências são Guarujá, com 245 afogamentos, e Ubatuba, com 201. De acordo com a capitão Karoline Burunsizian Magalhães, que também é porta-voz do GBMar, um em cada três afogamentos decorre do uso de objetos flutuantes no mar, como pranchas e boias. “Esses objetos são muito mais perigosos do que seguros. Eles passam uma falsa sensação de segurança, pois em determinado momento as pessoas são arrastadas para algum risco, tomam uma onda, perdem esses equipamentos, se afogam e, às vezes, morrem afogadas”, explica. A capitão esclarece que há seis graus de afogamento. O de nível seis é o mais severo, quando ocorre parada cardiorrespiratória. Portanto, tentando evitar essas situações, Karoline afirma que os banhistas também devem tomar cuidado com a ingestão de bebida alcoólica. “Ela tira a percepção da realidade, fazendo com que as pessoas fiquem mais corajosas e imprudentes. Por isso, pedimos que não bebam antes de entrar no mar. Outro sinal importante é água no umbigo, que já é um sinal de perigo. Não avance mais do que isso, pois há a perda de mobilidade, e isso pode ser trágico”, alerta. Mortes no marCom relação ao número de mortes por afogamentos, Praia Grande é a cidade com o maior número de registros nesses 60 dias, com 11 óbitos. Ubatuba teve seis, e Itanhaém, cinco. Conforme a capitão, aproximadamente 90% dos óbitos acontecem em setores que não são protegidos por guarda-vidas. “Esses são locais são sinalizados, mas não têm os guarda-vidas em 100% do tempo. A cada quilômetro de faixa de areia, temos três guardas. Por isso, alguns pedaços ficam sem. Não temos efetivo suficiente para colocar em locais em que a incidência de afogamento é baixa”, explica. Para se sentirem mais seguros, a capitão afirma que os banhistas devem sempre optar por ficar em áreas que são protegidas pelos guarda-vidas. O GBMar atende todo o Litoral paulista, da divisa como o Rio de Janeiro ao limite com o Paraná. O efetivo é de 1.180 agentes. Veja os números por cidade: Bertioga Ocorrências de afogamento: 42 Vítimas salvas: 74 Óbitos: 4 Caraguatatuba: Ocorrências de afogamento: 23 Vítimas salvas: 25Guarujá Ocorrências de afogamento: 245 Vítimas salvas: 281 0bito: 4 Ilhabela Ocorrências de afogamento: 7 Vítimas salvas: 16 Ilha CompridaOcorrências de afogamento: 19 Vítimas salvas: 22 Óbitos: 2 Itanhaém Ocorrências de afogamento: 79 Vítimas salvas: 101 Óbitos: 5Mongaguá Ocorrências de afogamento: 92 Vítimas salvas: 138 Óbitos: 3 Peruíbe Ocorrências de afogamento: 11 Vítimas salvas: 14 Praia Grande Ocorrências de afogamento: 106 Vítimas salvas: 171 Óbitos: 11Santos Ocorrências de afogamento: 5 Vítimas salvas: 11 São Sebastião Ocorrências de afogamento: 272 Vítimas salvas: 492São Vicente Ocorrências de afogamento: 22 Vítimas salvas: 31 Óbito: 1 Ubatuba Ocorrências de afogamento: 201 Vítimas salvas: 298 Óbitos: 6Fonte: GBMar