[[legacy_image_149871]] O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que o Estado vai ingressar com uma ação judicial para garantir o início imediato das obras da ponte Santos-Guarujá. Em nota divulgada nesta quinta-feira (10), ele explicou que a medida será necessária se o Governo Paulista não for autorizado pela União a dar andamento ao projeto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ponte vai receber investimentos de R\$ 3,9 bilhões da iniciativa privada e, até o momento, não saiu do papel por não ter o aval do Governo Federal. O Estado iniciou as tratativas com a União em 2019, tento entregado um projeto no ano de 2020. Desde então, o Estado aguarda um sinal verde para início dos trabalhos entre as duas cidades do litoral de São Paulo. A falta de diálogo já havia sido criticada na semana passada pelo secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto. “A obra está aprovada ambientalmente, estruturalmente e do ponto de vista de engenharia aguarda o quê? Autorização do Governo Federal. Há quase um ano essa obra poderia ter sido iniciada. Só há uma razão para o Governo Federal não ter liberado: a razão política. Então é uma decepção para todos nós, diante do esforço que fizemos. Se não tiver uma solução em relação a isso até o final do mês de março, nós vamos judicializar a questão. Nós vamos até o limite para defender o projeto que está aprovado e a população espera", disse o governador paulista. Ainda de acordo com o Estado, as obras têm prazo previsto de 36 meses e devem gerar cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos. Segundo o Governo de São Paulo, o projeto foi atestado pelo Laboratório de Engenharia Naval da USP e pelo Comando da Aeronáutica, que garantiram não haver prejuízos às operações do Porto de Santos e do Aeroporto de Guarujá. Há uma semana, em meio às comemorações dos 130 anos do Porto de Santos, A Tribuna publicou uma entrevista exclusiva com o presidente Jair Bolsonaro (PL) em que ele disse ter preferência pela construção de um túnel submersoentre os dois municípios e que esse projeto sairia do papel com a privatização do Porto de Santos. Segundo o chefe do Executivo federal, que deu a declaração na última visita que fez ao Vale do Ribeira, isso se daria para não prejudicar a passagem de navios no porto santista. A expectativa da União é bater o martelo sobre o tema no mês que vem. Ponte e túnelAinda sobre o assunto, Doria disse um projeto não impede o outro, citando a possibilidade de haver tanto a ponte quanto o túnel. "Inventaram o tema do túnel. O túnel não deve impedir a ponte. Pode ter o túnel e pode ter a ponte. Se vai fazer o túnel, qual a razão de impedir a ponte? Nenhuma, exceto uma razão de ordem política. Se tiver duas ligações secas, uma subterrânea e uma sobre a superfície, é um tanto melhor", afirma Doria.