[[legacy_image_86049]] O Dia dos Pais deve aquecer as vendas no comércio. A expectativa é de crescimento de até 5% em relação a 2019, ano anterior ao da pandemia. As medidas de flexibilização, que incluem horários ampliados e ocupação de 80%, anunciadas pelo Governo do Estado na quarta-feira renovaram o ânimo do setor. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A partir deste domingo (1), o acesso de clientes a shoppings, galerias, lojas de rua, bares e restaurantes será interrompido às 23 horas, com atendimento permitido até zero hora. “Acho que essa flexibilização já atende 90% das nossas necessidades. Com número de mortes e internações caindo e com a vacinação aumentando, acredito que a gente já vá virando a página”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Omar Abdul Assaf. A aposta é que o consumidor volte às lojas e saia com sacolas cheias para comemorar uma das principais datas para o segmento no segundo semestre. Sem contar um ingrediente a mais: muitos estabelecimentos devem ter liquidações de inverno nas prateleiras. “O frio também ajuda a aquecer as vendas e tirar um pouco o estoque. Porque as lojas tiveram perdas irreparáveis, são sequelas da covid-19. E elas precisam voltar a faturar e ter a confiança do consumidor em voltar a gastar”, acrescenta Assaf. O presidente da Associação Comercial de São Vicente (ACSV), Alcides Antonelli, também está otimista. Para ele, o movimento deve melhorar a partir de segunda-feira. “Estamos esperando um movimento forte com essa liberação do Governo. As lojas estão preparadas, incluindo promoções de inverno. A gente espera uma alta de até 5%, comparando com o Dia dos Pais de 2019. Será a retomada do comércio de modo geral”, acredita. Vestuário e eletrônicos devem ser os itens mais procurados na data, avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Guarujá, Orlando João de Souza Júnior. “Com a pandemia, as pessoas não estavam saindo muito às ruas. Então, o (setor de) vestuário teve um grande impacto. Com a retomada da economia, elas estão voltando a sair, então, creio que temos uma demanda reprimida. Termômetro Bares e restaurantes também serão beneficiados com a flexibilização e deverão contar com movimento maior para as comemorações, diz Souza Júnior. “Eles já estão se preparando melhor, com reforço da equipe, porque sabem que terão demanda maior”. Ele acrescenta que a data também servirá de termômetro para avaliar a intenção de compras do consumidor neste semestre. O diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, concorda. Segundo ele, apesar de um ambiente econômico ainda ruim, com inflação maior, menos renda e desemprego em alta, a reabertura deve ajudar a empurrar as vendas. “No ano passado, a situação estava muito adversa, com lojas fechadas na data. Agora, temos uma expectativa melhor pelo cenário de reabertura nas atividades. A sensação é de que o pior ficou para trás, e isso motiva as pessoas a gastar. É o que deve acontecer.”