[[legacy_image_116]] Com o fim do acordo de cooperação entre Cuba e Brasil no programa Mais Médicos, em novembro, as vagas deixadas abertas na região foram preenchidas, mas ocorreram outras desistências e uma diminuição de 6,5% no número de profissionais. A Baixada Santista tinha 153 médicos participantes do programa. Hoje, 143. Os municípios que sofreram perdas disseram ter pedido ao Ministério da Saúde a reposição das vagas e aguardam a abertura de um novo edital de seleção. A diminuição, segundo a pasta, se justifica com a dificuldade de adaptação ou a saída de profissionais que optaram por fazer residência. De janeiro a março, registrou-se a desistência de 1.052 médicos no País. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, estuda a reformulação do Mais Médicos e prevê enviar uma proposta ao Congresso Nacional ainda neste mês. Panorama regional A cidade com maior queda foi São Vicente: com a saída de quatro profissionais pelo Mais Médicos, o total passou de 22 para 18. Após a saída de dois médicos cubanos, as vagas foram preenchidas ,mas os substitutos e outros dois desistiram do serviço. Em Guarujá, município da região mais beneficiado pelo programa, com 49 participantes, agora tem 46. A Cidade também contava com o maior número de cubanos: 29. Todas as vagas foram ocupadas após o fim do acordo de cooperação, mas, posteriormente, três deixaram os postos. Santos, Itanhaém e Peruíbe também preencheram as vagas em aberto. Depois, no entanto, cada uma perdeu um médico. A primeira, hoje, tem 23 profissionais, e as outras duas cidades do Litoral Sul têm quatro cada. Sem perdas Os demais municípios da Baixada Santista estão com o quadro de médicos mantido: Praia Grande, com 34; Mongaguá, com seis; Cubatão, com cinco; e Bertioga, com três. Destas, apenas Praia Grande e Cubatão dispunham de médicos cubanos: a primeira, de 18, e a segunda, de cinco. Estes dois municípios receberam novos integrantes nas equipes, que voltaram a ter a quantidade anterior.