[[legacy_image_121581]] Diante do grande número de pessoas sem máscaras nas praias e aglomeradas no jogo do Santos, na Vila Belmiro, no último domingo (7), infectologistas alertam para o perigo de uma nova alta dos casos na Baixada Santista. Para os médicos entrevistados pela Reportagem, independentemente de decisões dos governos, as pessoas precisam estar conscientes de que a pandemia de covid-19 não acabou. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para o infectologista Leonardo Weissmann, é fundamental que as pessoas, mesmo vacinadas, mantenham as outras regras de prevenção contra a doença, especialmente o distanciamento físico, o uso correto de máscaras e ambientes arejados. “A pandemia não está controlada. Estamos em um momento melhor, mas podemos ter novas variantes e um aumento no número de casos, com mais pessoas doentes”, diz. Weissmann destaca que a vacinação está sendo uma grande aliada, mas, sozinha, não consegue resolver o problema. “As pessoas precisam tomar as duas doses da vacina e o reforço, quando for o caso, mas manter as outras medidas de prevenção.” O pneumologista Alex Macedo explica que a pandemia é uma experiência e cada população tem uma resposta diferente. “Não temos a resposta de qual é o índice de vacinados para que a gente possa ter uma tranquilidade de que a epidemia cessou e que teremos apenas uma endemia, que é um número de casos esperados numa determinada população em algum período do ano.” Segundo ele, estimativas apontam para 75% de pessoas com imunidade completa, do que a região está perto. “Mas e se nossa população não tiver uma resposta de imunidade boa? A gente não sabe o que vai acontecer. É um risco participar de aglomeração, sem máscara, mesmo em áreas abertas. O uso da máscara é necessário. Acredito que a gente deva continuar com o álcool em gel. O lockdown custou para a economia, mas manter o uso de máscara e um álcool em gel é uma prevenção barata.” [[legacy_image_121582]] VergonhaO infectologista Marcos Caseiro lembra que uma coisa é caminhar na praia sozinho. Outra é ficar parado, com amigos, conversando sem máscaras. “Estádio de futebol é uma vergonha, as pessoas ficam empilhadas, umas em cima das outras. Veja o que está acontecendo na Europa: a Alemanha já está falando em lockdown.” Para o infectologista, é preciso agir com cautela, porque a cepa delta é imprevisível e as vacinas perdem eficácia, principalmente para quem tem mais de 60 anos.