[[legacy_image_237856]] Deputados federais e estaduais com base eleitoral na Baixada Santista, tanto eleitos quanto reeleitos ou não, se pronunciaram sobre os atos antidemocráticos e de vandalismo ocorridos no domingo em Brasília. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Dos 12, nove se manifestaram. Entre os que já exercem mandato, a federal Rosana Valle (PL) escreveu que “manifestações pacíficas fazem parte da democracia, mas não podemos ver brasileiros contra brasileiros nem depredação do patrimônio público”. O também federal Júnior Bozzella (União) postou que “terrorismo e barbárie jamais podem ser confundidos com patriotismo” e defendeu prisão imediata dos “bandidos” e dos “líderes desta organização criminosa chamada bolsonarismo”. Dos atuais cinco deputados estaduais, dois avaliaram o cenário. Caio França (PSB) considerou que “as cenas criminosas produzidas pelos radicais em Brasília são inaceitáveis”, e Paulo Corrêa Júnior (PSD) condenou as “depredações de patrimônio, violência e intolerância”. O deputado estadual Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL), ignorou os atos: postou — mas apagou — sobre a hospitalização do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Estaduais que não tentaram reeleição — Kenny Mendes (PP) e Wellington Moura (Republicanos) — nada comentaram do quebra-quebra. Entre os deputados federais eleitos, Alberto Mourão (MDB) considerou que “esses atos radicais de vandalismo trarão consequências graves ao Brasil.(...) Além de desrespeitar o processo democrático, oneram os próprios cidadãos”. O também federal eleito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) escreveu que “os atos de vandalismo (...) devem ser punidos, e os autores, identificados. A depredação dos prédios não é manifestação, é crime”. Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), nada citou. Para a deputada estadual eleita Solange Freitas (União), “não há nada que justifique a invasão aos Três Poderes”, ao se referir a Executivo, Legislativo e Judiciário, e desejou “que os culpados sejam punidos no rigor da lei”. Paulo Mansur (PL), também deputado estadual eleito, gravou vídeo com nove minutos e meio no qual afirmou que “existem pessoas que estavam infiltradas nessa manifestação”, pois “o povo conservador é ordeiro” e ocorreram cenas que “nós, que somos cidadões (sic) de bem, não gostamos de ver”. Também em vídeo, o ex-deputado federal Beto Mansur (MDB), tio de Paulo, disse que “vivi a vida pública por mais de 30 anos e nunca vi uma coisa dessas”. Mas não fez distinção de grupos políticos. “Eu quero lembrar que quem perdeu essa eleição, e eu votei nele, foi o Bolsonaro. (...) Nós temos que respeitar o que disseram as urnas, e a maioria do povo brasileiro votou no Lula, e a gente tem de respeitar isso. (...) Está certo o Governo atual, de intervir, através de um decreto, nas forças militares e de segurança dentro do Distrito Federal”, discorreu Beto Mansur. Político que exerceu mandatos eletivos nos períodos ditatorial e democrático no País, o ex-deputado federal Koyu Iha fez, por escrito, uma constatação baseada em sua vivência política sobre o vandalismo no domingo. “Nunca soube de invasão ao Executivo, ao Supremo e ao Congresso, concomitantemente, protestando contra as instituições da democracia. Que os baderneiros e seus apoiadores financeiros e antidemocráticos sejam exemplarmente punidos”, reivindicou Iha.