[[legacy_image_297100]] O número de casos de dengue cresceu em quatro das nove cidades da Baixada Santista neste ano. Entre janeiro e agosto, foram 2.905 registros, 53,6% a mais do que as 1.891 ocorrências do ano passado. Em dois municípios, a quantidade supera a de 2022 inteiro: Guarujá e Bertioga — justamente, os dois com mais registros da doença. Outra preocupação é o aumento na presença de larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Em Santos, por exemplo, acharam-se 1.546 focos do mosquito em 26 mutirões no ano passado. Neste ano, foram 22 mutirões e 2.266 focos, com alta de 46,6%. A chefe do Departamento de Vigilância em Saúde do Município, Ana Paula Valeiras, afirma que há outra preocupação além do aumento de larvas. É o fato de que os infectados são pacientes “mais jovens, até 19 anos”, que ainda não haviam tido contato com o primeiro dos quatro tipos de vírus em epidemias anteriores de dengue. “Nós temos encontrado muita infestação de mosquito e um número ainda maior de criadouros. A população também tem que fazer a parte dela. Só o Poder Público não dá conta de fazer tudo”, adverte Ana. Entre as medidas de precaução, estão pôr tela protetora em ralos e impedir o acúmulo de água em materiais como pneus, garrafas e potes de comida para animais de estimação. Estatísticas e açõesEm Guarujá, com 1.038 casos de dengue entre janeiro e agosto, ante 85 em 2022 inteiro, agentes de controle de endemias estão usando aparelhos aspiradores para capturar insetos. Bertioga passou de 134 casos no ano passado todo para 959 notificações agora. A Prefeitura diz ter intensificado o combate à doença, visitando infectados e os imóveis próximos à casa deles. Em Peruíbe, com alta de 44 para 90, equipes buscam casos em conjunto com servidores de Estratégia de Saúde da Família. Em Praia Grande, onde o número de casos dobrou, de 31 para 62, adotam-se medidas de prevenção e conscientização, nebulização e soltura de lebistes (um peixe) em locais com água parada, onde comem ovos e larvas de mosquitos. A quantidade de infectados por dengue caiu, na comparação de 2022 com este ano, em Itanhaém (de 930 para 323), Santos (de 396 para 189), São Vicente (de 173 para 163), Cubatão (de 82 para 66) e Mongaguá (de 16 para 15). Chikungunya diminuiNo mesmo período, a quantidade de casos de chikungunya baixou de 474 para 189 (-60,1%) na região. São Vicente lidera, com 75. Praia Grande, com menor número, tem sete. Em Mongaguá, queda de um para zero. Não há dados de Bertioga e Itanhaém.