[[legacy_image_332416]] O aumento no número de casos de dengue no País, com pelo menos sete mortes registradas no Estado de São Paulo, tem preocupado prefeituras da região. Na Baixada Santista, houve 514 casos na região em janeiro, dos quais 85% em Bertioga (437). Em média, 17 registros por dia. Peruíbe não forneceu dados. Neste verão, época em que a proliferação do Aedes aegypti é favorecida pelo clima, administrações locais dizem agir contra o mosquito transmissor da doença. No ano passado, em comparação com 2022, Santos teve aumento de 75,3% no número de focos do inseto, que também transmite zika, chikungunya e febre amarela urbana. Neste ano, a Cidade já eliminou 543 criadouros, o que corresponde a cerca de 20% do total destruído no ano anterior, dado que preocupa o Município. Por ora, há um caso de dengue confirmado na Cidade. O secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, relata que a Prefeitura tem feito mutirões nos bairros. Houve cinco em janeiro, “indo à casa das pessoas e fazendo campanhas de conscientização”. O Município tem um sistema de monitoramento de focos do mosquito que permite identificar pontos onde há criadouros. “Conseguimos verificar em qual bairro, por exemplo, está tendo o maior número de focos. Quando identificamos um foco, o eliminamos e fazemos o controle de todo o quarteirão”, afirma. Agentes também visitam imóveis abandonados e terrenos baldios. Ação coletiva“É muito importante que a população se conscientize e procure nas suas casas pontos de acúmulo de água. Calhas entupidas, ralos entupidos, pratinhos de plantas e qualquer plástico que acumule água”, dizAdriano Catapreta, Secretário de Saúde de Santos. RegiãoEm Guarujá, segundo a gerente de controle de endemias do município, Ana Lúcia Gama da Cruz, há mais casos de dengue do que em outros anos. O fato de ser um destino turístico também preocupa a Administração. Às segundas-feiras, agentes comunitários fazem mutirões em imóveis e aplicam inseticida. Em áreas não cobertas pelo serviço, este é feito agentes do controle de endemias. Locais com grande circulação de pessoas, como escolas e hospitais, são visitados todos os dias. Em São Vicente, há intensificação de mutirões em bairros com alto índice larvas, vistorias a cada três meses em todos os bairros, visitas a cada 15 ou 30 dias em imóveis cadastrados, quatro levantamentos larvários por ano, fiscalização de denúncias, bloqueios em casos suspeitos e confirmados da doença e ações educativas. Em Praia Grande, uma medida é a soltura de peixes chamados lebistes, conhecidos como barrigudinhos, em grandes locais com água parada. Ele come larvas e ovos de mosquitos. Também há medidas como aplicação de larvicida em canais, visitas a residências e bloqueio de criadouros. Em Cubatão, o Serviço de Controle de Zoonoses faz fiscalizações e adota medidas contra a proliferação do Aedes aegypti. Agentes de endemias também promovem atividades em escolas, unidades de saúde e no Polo Industrial, com ações preventivas e de orientação. Em Bertioga, também se verificam imóveis nas proximidades das residências de pessoas doentes, em busca de possíveis focos. Mongaguá promove ações de conscientização para moradores e de combate ao mosquito, com visitas a domicílios, nebulização e bloqueio de criadouros. Itanhaém não detalhou medidas, e Peruíbe não respondeu até o fechamento desta edição. Casos em 2024Bertioga - 437Cubatão - 1Guarujá - 27Itanhaém - 12Mongaguá - 2Peruíbe - (não respondeu)Praia Grande - 14Santos - 1São Vicente - 20Baixada Santista - 514Fonte: Prefeituras