[[legacy_image_340233]] Equipes da Defesa Civil do Estado e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estão na Baixada Santista para atender os municípios mais afetados pelas chuvas desde a noite de terça-feira (5). São eles: Mongaguá, Praia Grande e Itanhaém. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Para tanto, a Defesa Civil do Estado avalia os estragos causados pelas chuvas e as necessidades de apoio aos municípios. O diretor adjunto do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil de São Paulo, tenente Matheus Roncatto, está em Mongaguá, onde avalia junto à Prefeitura a gravidade no local. “[São] muitos pontos de deslizamento, felizmente não temos nenhuma ocorrência com vítimas até o momento. Temos pessoas desabrigadas que foram encaminhadas para o Ginásio Municipal. Nosso objetivo é realizar as vistorias no município, junto com o IPT, para avaliar os locais que estão com maior risco e retirar as pessoas dessas residências.” Até a tarde desta quarta-feira (6), 120 pessoas precisaram deixar as casas por conta do risco causado pelas fortes chuvas. A cidade de Mongaguá foi a mais afetada na Baixada Santista, com o registro de 350mm de chuva nas últimas 24h. A alta da maré chegou a provocar ondas de até 3 metros e pontos de alagamento foram identificados na Vila Nova, Vila São Paulo, Centro e Pedreira. De acordo com a Prefeitura, as áreas próximas aos rios foram as mais afetadas, porém, o alto nível do Rio Mongaguá gerou um colapso no sistema de drenagem do Centro da Cidade. As ocorrências forçaram a Defesa Civil a ficar em estado de alerta desde as 4h da manhã. Ainda conforme Roncatto, moradores do bairro Vila Nova precisam ficar atentos. “O local já tem um histórico de deslizamento e ainda tem muita água descendo. Então o solo está bastante encharcado e tem mais chuva ainda prevista. A água continua descendo com bastante força. Por isso a recomendação é de interdição das residências e retirada das pessoas dessas áreas”, explica. Outra preocupação é em relação aos motoristas que vão pegar a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Um deslizamento de terras provocou a interdição parcial da estrada, onde apenas uma das vias está liberada para passagem. O incidente ocorreu em meio a uma obra da empresa Neoenergia Elektro, que faz a passagem da rede de transmissão de alta tensão. Durante o dia, moradores que vivem em áreas de risco são aconselhados a deixarem as casas, pois há possibilidade de mais chuva nos próximos dias. Atualmente, 15 chamados de remoção de domicílio foram solicitados. A indicação é que se mudem, temporariamente, para a casa de parentes ou para o abrigo municipal, montado no Ginásio de Esportes Arturzão, localizado no Balneário Agenor de Campos e administrado pela Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Defesa Civil. Praia GrandeEm Praia Grande, as chuvas chegaram a 257mm, conforme a Defesa Civil. Só nos primeiros seis dias de março, o índice pluviométrico chegou a 282mm, que corresponde a 78% de todo o esperado para o mês. E esse acúmulo tem apresentado resultados preocupantes. Até o momento, 30 pessoas estão desabrigadas, conforme a Defesa Civil. No Jardim Alice, loteamento do bairro Cidade da Criança, duas casas foram danificadas por conta das chuvas e os moradores precisaram deixar os imóveis e estão na casa de parentes e amigos. A Prefeitura avalia se os postes de energia que seriam colocados pela concessionária Neoenergia Elektro nos arredores do bairro estariam provocando problemas no escoamento das águas da chuva. A Administração Municipal afirma já ter solicitado, por duas vezes, a remoção dos postes, justamente pelo risco de interromper o curso da água, porém, não foi atendida. Outros pontos onde ocorreram problemas de alagamento foram no bairro Anhanguera, Vila Sônia e na região da orla. A Defesa Civil de Praia Grande conta com dois telefones à disposição, em caso de necessidade: 153 e 199. Mais cidadesOutra cidade que recebeu bastante intensidade de chuva foi São Vicente, com 232mm. O registro gerou alagamentos em diversas avenidas, como Ulisses Guimarães, Penedo, Augusto Severo, Manoel de Abreu e Mascarenhas de Moraes. No entanto, não houve registros de vítimas, desabrigados ou desalojados. Em Itanhaém, as chuvas chegaram a 234mm nas últimas 23h, segundo a Prefeitura. Uma idosa cadeirante de 57 anos e o neto, 5, tiveram a casa alagada e precisaram ser resgatados pelo Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil segue atenta, principalmente com o Morro do Piraguyra, na Praia do Sonho, pelo risco de deslizamentos. Também houve registros de alagamentos no Centro, Balneário Gaivota, Vila Nova Itanhaém, Bairro Rio Acima, Bairro Baixio, Belas Artes, Jd. Bopiranga, Campos Eliseos, Praia do Sonho e Chácara das Tâmaras, onde houve extravasamento do córrego Terra da Marinha, inundando temporariamente uma residência. Não houve necessidade de remoção dos moradores. Não há registros de vítimas. Já em Peruíbe, foram registrados 137mm de chuva nas últimas 24h. Nenhuma ocorrência grave foi constatada, entretanto, houve pontos de alagamento no Caraguava, Vila Erminda, Estância dos Eucaliptos, Jardim Brasil e Bairro dos Prados. No município de Bertioga, o nível de chuva foi ainda menor, de 49 mm. Não há relatos de desalojado ou desabrigados. Mensagens de alertaA Defesa Civil do Estado disponibiliza um serviço gratuito para a população receber informações sobre ocorrências de desastres e eventos emergenciais. Para ter acesso, basta enviar uma mensagem por celular através de SMS para o número 40199 e informar o CEP onde reside. Todos os alertas serão enviados por SMS. Nas mídias sociais da Defesa Civil do Estado também é possível visualizar os avisos. O endereço é @defesacivilsp.