[[legacy_image_202692]] Começa nesta sexta-feira (26) o horário eleitoral no rádio e na televisão para o primeiro turno das eleições. Até 29 de setembro, às segundas, quartas e sextas-feiras, serão exibidos os programas de candidatos a senador, deputado estadual e governador. Às terças, quintas e aos sábados, os de concorrentes a presidente e deputado federal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essa programação terá 50 minutos em redes de rádio e de TV, divididos em dois blocos de 25. Na TV, a veiculação será das 13 horas às 13h25 e das 20h30 às 20h55. No rádio, das 7 horas às 7h25 e das 12 horas às 12h25. Além disso, haverá 70 minutos de propaganda eleitoral em inserções de 30 e 60 segundos, todo dia, das 5 horas à meia-noite. A cientista política e professora universitária Clara Versiani dos Anjos considera que os primeiros dias de programas devem seguir o tom das entrevistas que os candidatos vêm concedendo nos últimos dias. Principalmente, dos que postulam à Presidência e estão mais bem colocados em pesquisas, que participam do Jornal Nacional. “Os dois primeiros colocados (Jair Bolsonaro, PL, e Luiz Inácio Lula da Silva, PT) devem tentar se manter na liderança das pesquisas, mostrando que são antagônicos entre si. Além disto, veremos os outros candidatos, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) — principalmente, Ciro, mais bem colocado —, se mostrando como alternativa aos dois primeiros”, diz. E, para Clara, o tom da disputa pelo Palácio do Planalto subirá, com mais ataques. A Simone e Gomes, caberá “roubar” votos dos indecisos, ainda que reste pouca margem para mudança. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, 70% dos brasileiros se dizem totalmente decididos para o voto à Presidência. São Paulo Ainda conforme a cientista política, a disputa do Governo Estadual será mais acirrada. Com o candidato Fernando Haddad (PT) à frente, a competição se intensificará pelo segundo lugar entre Rodrigo Garcia (PSDB, que busca a reeleição) e Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Clara Versiani explica que a disputa estadual difere da nacional porque, em São Paulo, o embate é dentro do mesmo espectro político, o da direita, e pelo segundo lugar, pois Haddad aparece com votos mais cristalizados e distante nas pesquisas. “Ambos, Tarcísio e Rodrigo, disputam mais ou menos o mesmo eleitorado, de direita e centro-direita. No caso de Garcia, considerando o partido que representa, pode ser que, num segundo turno, ele venha a apoiar Fernando Haddad. Mas é cedo para falar. Na verdade, nem sabemos qual dos dois irá para o segundo turno e se haverá segundo turno. A tendência é que haja, mas podemos ter, nesta primeira semana, a busca de ambos pelo voto do eleitorado de base mais conservadora, e isso será representado em seus programas”, diz. Redes A cientista afirma que a propaganda na televisão ganha, no caso de São Paulo, muito mais importância na decisão do voto. Nacionalmente, as redes sociais importam mais. Mas, como destaca, a audiência da TV aberta ainda supera a das redes: o Brasil é grande em total de usuários, mas tem boa parte do território com pouco acesso à internet. “As redes são velhas conhecidas, e sabemos que elas tiveram muito peso nas eleições de 2018. O atual presidente garantiu seu eleitorado graças a uma intensa participação nas redes sociais durante muito tempo. (...) É evidente que a campanha na TV tem peso grande e os partidos sabem disso.”