[[legacy_image_81180]] As creches públicas da Baixada Santista têm, ao menos, 2.516 crianças na fila de espera. Levantamento feito por A Tribuna nas prefeituras revela, ainda, que a maioria das cidades dispõe de vagas: o saldo positivo chega a 5.312. Para determinadas turmas, porém, as oportunidades são escassas, o que causa o descompasso. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Além de algumas classes apresentarem maior demanda, a distância entre o local de moradia das famílias e as creches é outro motivo de interferência. Ou seja, o município até pode dispor da vaga para um aluno na fila de espera, mas ela fica em uma unidade longe da residência dele. Na região, a cidade com maior espera é Guarujá, com 2.070 crianças. A Cidade também não tem saldo disponível de vagas, o que impede uma reestruturação. Bertioga e Praia Grande não responderam, e São Vicente não revelou a fila de espera. A prefeitura guarujaense informou, em nota, que 450 vagas serão criadas, em breve. “Três unidades serão concluídas com capacidade para atender cerca de 150 crianças cada uma, nos bairros Cidade Atlântica, Vila Edna e Jardim Brasil”. Também afirma ter aberto chamamento para convênios com mais duas unidades, para cerca de 150 crianças em cada. Impacto Professora universitária, coordenadora pedagógica da rede municipal de Santos e mestre em Educação, Susanna Artonov diz que a creche é um direito da criança. “Os pais pensam na segurança da criança, de estar em um lugar, e a aprendizagem acaba ficando num outro plano(...). O número (de vagas) é um direito que não está sendo oferecido, mas a consequência é muito maior do que a questão numérica, porque compromete o desenvolvimento da criança”, analisa. Susanna explica que nos primeiros anos é que “se desenvolvem todas as sinapses (contatos entre neurônios), as maiores possibilidades de potencialidades”. “As pessoas entendem que só quando (a criança) vai para o primeiro ano é que vai para escola, que vai aprender. Mas a gente começa a desenvolver a nossa capacidade para aprender na primeira infância”, salienta. Localização e matrícula As prefeituras informam que as vagas são distribuídas a moradores residentes e algumas dizem dar prioridade a crianças em famílias vulneráveis. As solicitações de matrículas podem ser feitas pessoalmente ou de forma remota (veja destaque). Se não houver vagas imediatas, a criança fica numa lista de espera. Por causa da pandemia, as unidades começaram a retomar neste ano as aulas presenciais, de maneira híbrida e com menos alunos em sala.