[[legacy_image_272399]] A covid-19 causou 11 mortes no mês passado na Baixada Santista, ante 16 do mesmo mês do ano anterior. Apenas duas cidades tiveram alta no número de registros, conforme dados fornecidos pelas prefeituras: Guarujá e Itanhaém. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Mesmo com o aumento nesses dois municípios, infectologistas afirmam que não há motivo para preocupação, nem pânico. Os especialistas consideram que os números não são expressivos para indicar um novo agravamento da pandemia de coronavírus. Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente registraram queda em comparação ao mesmo período no ano anterior. Os demais permaneceram iguais: não houve mortes em maio nestes dois anos. O infectologista Roberto Focaccia explica que os casos de Guarujá e Itanhaém fogem do panorama nacional, e a interpretação desse dado dependeria da análise da estrutura de atendimento local. O especialista afirma que se está passando de uma situação epidêmica para um estado endêmico, no qual o vírus continua circulando e causando casos esporádicos e, eventualmente, mortes. Por isso, o acompanhamento epidemioló-gico e da presença eventual de mutações virais ainda é fundamental. Também de acordo com Focaccia, a aplicação de apenas uma dose de vacina bivalente da Pfizer é suficiente, por enquanto, para completar o esquema vacinal. “Caso ocorram novas mutações que possam causar recrudescência (alta) do número de casos, teremos que produzir novas vacinas contra esses vírus”. Quem também defende a tese é o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor de Medicina, Leonardo Weissmann. Na Baixada Santista, afirma, vive-se um momento de estabilidade em relação à covid-19. “Isso se dá por conta da vacinação. Grande parte da população está protegida contra o vírus. Por enquanto, não sabemos se haverá vacinação anual, como a da gripe. Temos que observar como será com o passar do tempo, mas não dá para afirmar”, comenta o médico. [[legacy_image_272400]] Vacinas diminuem riscoAs vacinas diminuem, mas não eliminam os riscos de infecção e morte pela covid-19. Em Itanhaém, onde o número de óbitos foi de nenhum, em maio de 2022, para dois, no mês passado, uma das vítimas tinha recebido quatro doses. A outra era uma criança “não elegível” para tomar o imunizante — não foi esclarecido se por idade ou por restrições médicas. Em Guarujá, o total de mortes foi de nenhuma para nove no mesmo período. Santos registrou sete óbitos por coronavírus em maio de 2022, três mulheres e quatro homens idosos. No mesmo período deste ano, nenhuma morte. A Prefeitura reforça que os dados são provisórios e estão sujeitos a alterações a partir do recebimento de eventuais novas certidões de óbito com a covid-19 como causa da morte. A Cidade relaciona a queda nos registros de óbitos ao avanço da vacinação. Em São Vicente, em maio, ninguém morreu por covid. Em maio do ano passado, a Prefeitura havia registrado um óbito. Também conforme as administrações locais, Bertioga, Cubatão e Mongaguá não tiveram mortes pelo coronavírus em maio de 2022 e no mesmo mês deste ano. Praia Grande caiu de uma morte, em maio de 2022, para nenhuma, no mesmo mês deste ano. Em Peruíbe, no mesmo período, a quantidade de óbitos foi de sete para nenhum.