[[legacy_image_17356]] A região da Baixada Santista reúne algumas das cidades brasileiras entre as 100 com o maior número de mortos durante a pandemia do novo coronavírus. O município de Santos lidera essa estatística quando feito o recorte regional, com 525 vítimas fatais desde o início da pandemia. Apesar disso, a taxa de mortalidade por coronavírus em São Vicente é quase três vezes maior do que entre os santistas. A comparação com os dados das duas maiores cidades da Baixada Santista foi possível a partir de dados tabulados por ATribuna.com.br, com base nas informações do boletim epidemiológico do Estado. O levantamento estadual é de responsabilidade da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), que apresenta um pequeno atraso em relação aos dados das prefeituras – sendo as informações das prefeituras com números ainda superiores ao estadual. Com um número ainda crescente de mortos, Santos aparece, segundo o 'Mapa do Coronavírus', alimentado pela equipe do G1, como o 27º município que mais perdeu moradores por conta da doença em todo o Brasil. O número, inclusive, é maior do que em várias capitais brasileiras. Em Porto Alegre, por exemplo, 514 pessoas morreram. Os dados foram extraídos na manhã desta segunda-feira (17). O município de São Vicente é outro com uma alta taxa de mortalidade em números absolutos. Até o fechamento desta reportagem, 326 pessoas haviam perdido a vida por conta da doença. Isso significa que o município ocupa a 46ª colocação no ranking que é formado por quase 4 mil cidades brasileiras que já perderam pessoas para a Covid-19. São Vicente, por exemplo, tem mais mortos do que Sorocaba (293). A cidade de Guarujá aparece no ranking na 60ª colocação, com 258 óbitos. Em seguida, na 85ª posição, Cubatão contabiliza, até o momento, 169 vidas perdidas. Já Praia Grande, com 168 mortes, na 86ª colocação, fecha a participação das cidades da Baixada Santista no levantamento que traz as cidades onde a pandemia foi mais mortal até agora. Número de casos Se tratando do número de casos de pessoas infectadas, a situação de Santos também é alarmante. Com 17.970 confirmações da doença, o maior município da Baixada Santista ocupa a 22ª posição no ranking. Capitais como São Luís - MA (17.769) aparecem com uma situação melhor do que o município santista, já que apesar de terem mais habitantes, o número oficial de contágios é menor. Já Guarujá, com 5.773 casos, ocupa a 69ª colocação, enquanto Praia Grande, com 5.716, vem logo em seguida na 70ª. Outro município que aparece entre os 100 com mais registros da doença é São Vicente, com 5.215 infectados na 78ª colocação. Cubatão, com 4.984 casos, fecha a conta ocupando o 87º posto. Média Os piores resultados, quando comparado o número de casos e o número de mortos, estão em São Vicente. Com 5.215 casos e 326 mortes, na última atualização do mapa, a cidade tem uma taxa de mortalidade de 6,25%. Em termos práticos, isso significa que, a cada 100 casos, mais de seis vicentinos perdem a vida. Santos, por exemplo, apesar de mais óbitos, tem uma taxa de 2,92%, considerada a melhor entre todos os municípios da região. Guarujá (4,46%), Cubatão (3,39%) e Praia Grande (2,93%) fecham a lista. Sobre a taxa de mortalidade, um relatório da revista 'Nature' apontou que um menor número de mortes por Covid-19 está associado a mais testes e a eficácia de governos. A pesquisa foi publicada no fim de junho no periódico que é considerado um dos mais importantes do mundo. Segundo o artigo, aumentar os testes, melhorar a eficácia do governo e aumentar os leitos hospitalares podem ter o potencial de atenuar a mortalidade por Covid-19. Os dados de 169 países foram analidados para chegar às conclusões. Os principais achados da pesquisa foram que um teste adicional feito a cada 100 pessoas foi associado a uma redução de até 8% na taxa de mortalidade. Além disso, a ampliação dos testes pode ter servido como uma abordagem eficaz para atenuar a mortalidade quanto os governos foram menos eficazes no controle de surtos. Outro fator que influencia na taxa de mortalidade é o fato de algumas cidades terem uma população mais velha, além de menos leitos hospitalares e um sistema de transportes adequado, já que muitas linhas de pesquisa acreditam que o coronavírus pode ter se propagado, em um primeiro momento, por meio de ônibus, trens e metros lotados de pessoas.