[[legacy_image_220804]] Os cartões bancários por aproximação ganham a preferência dos consumidores devido à praticidade e à agilidade nas transações. Apesar disso, consumidores demonstram medo de perder esse meio de pagamento e ficar sujeitos a golpes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O coordenador da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor no Estado de São Paulo (Procon-SP) na região de Santos, Fabiano Mariano, destaca que as fraudes envolvendo cartões por aproximação tendem a ocorrer em locais de comércio e com grande fluxo de pessoas, facilitando com que o infrator passe despercebido. “Antes de efetuar um pagamento por aproximação, o consumidor deve assegurar que o valor indicado na maquininha é o que realmente pretende pagar. Solicitar o comprovante de pagamento impresso pelo equipamento pode ajudar a detectar na hora possíveis fraudes. Hoje, os golpistas já sabem até como adulterar o visor da maquininha”, alerta. Uma das dicas do coordenador do Procon é manter a carteira contendo o cartão guardada em um local visível ao consumidor, evitando bolsas, mochilas e o bolso de trás da roupa que esteja vestindo. Dependendo da instituição bancária, o cliente pode estabelecer um limite de valor para transação automática, evitando prejuízo maior em caso de golpes. Outro ponto mencionado por Mariano é o envio de mensagens, e-mails e a realização de ligações pedindo a confirmação de pagamentos. Ele afirma que o consumidor sempre deve desconfiar desse tipo de ação. “Essas empresas (bancárias) possuem canais específicos e oficiais de contato e nunca solicitam aos clientes que informem dados como senhas e números de cartão de crédito”. [[legacy_image_220805]] ConsumidoresO estudante Thomas Monteiro Pereira, de 18 anos, morador do Bom Retiro, em Santos, cita que já usou cartão por aproximação uma vez, mas que continua preferindo inseri-lo na máquina de pagamento. “Ele é interessante. Pode ser (uma) boa por ser mais fácil, mas o cara pode pegar seu cartão e passar na maquininha, por não ter senha. Ele tem seus benefícios e malefícios. Tenho medo. Até prefiro não usar por aproximação, passar na máquina mesmo”, diz. A auxiliar de limpeza Fabiana Ribeiro, de 40 anos, moradora do Paquetá, conta que perdeu um cartão por aproximação há cerca de dois meses e precisou cancelá-lo. “Eu utilizei e continuo utilizando. (...) Acho bacana de uma forma, mas por outra ruim. Sempre tem gente de má índole. Eu utilizo, mas tenho preocupação”, ressalta. A atendente Eliana Florência de Souza, de 38 anos, moradora do Morro Nova Cintra, trabalha em um carrinho de lanches e nota o uso frequente do sistema. Ela mesma, porém, reluta em pagar contas por aproximação. “É (uma forma) prática, mas não segura. Aqui, eu recebo muito pagamento na aproximação, mas não acho seguro para eu usar. Você perde (o cartão) e até descobrir que perdeu…”, afirma. A estudante Marcelly Medeiros, de 22 anos, moradora do Parque Continental, em São Vicente, avalia que “é mais fácil de utilizar”, mas teme golpes. “Se você perde, ele pode ser usado desenfreadamente até (você) bloquear”. PraticidadeO vice-presidente-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), Ricardo de Barros Vieira, destaca a agilidade e a praticidade como principais pontos positivos desse tipo de cartão, contribuindo para a redução de filas. “Por causa da pandemia, houve um grande crescimento desse tipo de transação no País. As pessoas não queriam mais colocar o dedo na maquininha. É uma experiência muito mais fluida. A usabilidade disso é fantástica. Em um ônibus, metrô, você só aproxima (o cartão) e vai embora, não tem fila”, comenta. Vieira reforça que o consumidor deve se manter atento ao valor da transação indicado pela máquina e, caso suspeite ou constate uma fraude, comunique o banco imediatamente. A vítima também deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil. “Se a máquina estiver com o visor quebrado, peça para trocar a máquina. Na maioria dos casos, você receberá um SMS do seu banco com o valor da transação. Se tiver uma fraude ou assalto, a primeira providência é ligar para o seu banco e comunicar. Os cartões serão bloqueados. Cada banco vai orientar o seu cliente sobre os procedimentos que devem ser adotados”, explica Ricardo Vieira.