[[legacy_image_[[legacy_image_65229]]]] Consumidores estão preocupados com o reajuste de até 10,08% nos preços dos remédios autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O aumento já está valendo, deve chegar às prateleiras das farmácias nos próximos dias e vai pesar no bolso, principalmente dos idosos. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! De acordo com o Governo Federal, a mudança na tabela pode ocorrer em três níveis, que variam conforme a competitividade das marcas no mercado: 6,79%, 8,44% e 10,08%. Informado pela reportagem sobre o aumento, o aposentado Mauro Mariusso, 73 anos, ficou bastante preocupado. Ele diz que gasta R\$ 1.500,00 por mês com medicamentos. “São remédios meus e da minha mulher. Os delas são os mais caros. Somos aposentados, então medicamento pesa bastante no orçamento. Com um aumento desses, fica complicado”. O aposentado José Carlos Costa, 73 anos, também achou o aumento pesado e ficou aliviado em saber que escapou da paulada nos preços. “Meus remédios eu tiro no SUS. Com isso estou beneficiado. Mas não sei qual será o impacto para as famílias que precisam comprar, porque 10% é muita coisa e a economia está euxarida. Os remédios deviam ser subsidiados”. Detalhes O reajuste anual dos medicamentos ocorre em abril. Em 2020, porém, por conta da pandemia, houve um atrasou em dois meses para o repasse. Agora, mesmo no momento mais crítico do avanço da covid-19 , não teve jeito: o consumidor pagará mais caro na hora de ir à farmácia. “Esse aumento complica demais, porque infelizmente as pessoas não estão tendo reajustes e os aposentados são os mais impactados, ainda mais nessa fase da vida, que acabam dependendo mais de medicamentos”, avalia o professor e administrador financeiro, Marcos Colmenero. Ele acrescenta ainda que qualquer aumento impacta no bolso. “Porque não há como substituir por outro produto. É possível verificar até medicamento genérico. Mas não dá para não consumir”.