[[legacy_image_253675]] Produtos de qualidade, preço baixo e sem ‘enganação’ na hora da venda. Essas são algumas das exigências clássicas de consumidores na hora de comprar algo novo. A maior seletividade por parte de quem compra, seja pessoalmente ou na internet, é uma postura visível no Dia do Consumidor, comemorado nesta quarta-feira (15). Para especialistas, é importante que a população saiba seus direitos. O funcionário público Gabriel Ferraz Todisco, de 40 anos, destaca a qualidade do produto e o menor preço como fatores relevantes na hora de fazer uma compra. “Hoje, comprar pela internet é mais fácil. Normalmente, compro o que já conheço. Vou pela minha experiência pessoal”, destaca o morador do Bairro Aparecida, em Santos. Quando vai comprar roupas, a aposentada Francisca Francina, de 64 anos, faz valer sua experiência como costureira para avaliar cada detalhe do tecido. Devido a essa seletividade, ela, que mora no Humaitá, em São Vicente, prefere fazer as compras pessoalmente. “Olho detalhe por detalhe. Se o tecido é bom, se faz bem à pele da gente, se está bem feito. Já tive loja, acho que você (como vendedor) tem que mostrar as coisas boas, não enganar as pessoas”. Preços acessíveisA estudante Dayane Aparecida de Souza, de 26 anos, tem preferência em comprar pela internet por achar os preços mais acessíveis. A moradora do Jardim Rio Branco, em São Vicente, também se baseia em avaliações de outros compradores. “Olho os comentários, outras lojas, se os preços são diferentes. Eu me influencio pelas avaliações porque se vejo que elas são boas, vou querer comprar. Acho que o vendedor não tem que ficar em cima do consumidor. Tem que deixar a pessoa mais à vontade. Gosto de entrar (em uma loja) e olhar os produtos sem ninguém no meu pé”, ressaltou. Empoderamento do consumidorO coordenador do Procon em Santos, Fabiano Mariano, avalia que a maior seletividade e a comparação na hora das compras fazem o consumidor ter mais poder e argumentos sobre o que está adquirindo. “Esse fenômeno é importante, pois garante ao consumidor um empoderamento ainda maior, dando-lhe lugar de fala e permitindo que sua avaliação ou opinião sobre determinado produto ou serviço ajude outros consumidores a escolher melhor. Isso não apenas contribui para uma liberdade de escolha mais efetiva e abrangente, como também incentiva e impulsiona os fornecedores a zelarem pela qualidade dos produtos e serviços que colocam no mercado de consumo”, afirma. A advogada Carolina Vesentini, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), avalia que ainda existe desinformação dos consumidores quanto aos seus direitos. “Um consumidor informado faz com o que os vendedores procurem sempre melhorar, tanto sobre a qualidade do produto ou serviço oferecido quanto a se atentarem ao atendimento pré-venda e pós-venda. Ainda é preciso que o consumidor entenda melhor seus direitos para que possa então cobrá-los quando perceber que está sendo desrespeitado”.