[[legacy_image_13301]] Empresários da construção civil e do mercado imobiliário debateram, quarta-feira (30) à noite, o atual cenário e os desafios do setor, que é alvo de estudos do movimento Inova – grupo que pretende fomentar o desenvolvimento econômico e empregos na região. O encontro busca aproximar representantes do segmento e executores de pesquisas e projetos. O diretor regional do Sindicato da Habitação (Secovi), Carlos Meschini, informa que, em novembro, será entregue um relatório com um diagnóstico sobre o atual estágio do desenvolvimento econômico e social da Baixada Santista, as oportunidades e as ameaças existentes. O trabalho é realizado por membros de universidades da região. “O objetivo é fazer a pesquisa e apresentar ao governador João Doria [PSDB] o que a região está sofrendo. Trouxemos o Inova para ver se o setor se anima em ajudar e contribuir conosco”, diz Meschini. Apesar de ter nomes do meio político, ele ressalta que a ideia não é fazer política partidária. Outros participantes do Inova são empresários, sindicatos, sociedade civil e instituições de ensinos Superior e Técnico. O vice-presidente do Secovi/SP, Caio Portugal, diz que uma pesquisa realizada pelo sindicato na região mostra a recuperação do setor, com menos imóveis em estoque e o aumento nas vendas e de lançamentos. “A ação conjunta entre Administração Pública, iniciativa privada e entidades civis organizadas vai fazer com que o Brasil se recupere. O Inova é um exemplo claro dessa conjunção de esforços”, considera. Etapas A metodologia adotada pelo grupo de pesquisa do movimento Inova vai considerar seis segmentos econômicos: além de construção civil e mercado imobiliário, serão analisados turismo; logística e transportes; siderurgia; química, petroquímica e fertilizantes; e economia criativa. “Estamos levantando dados. O trabalho está em curso. Queremos mapear o processo da recessão econômica no setor da construção civil [e nos demais] e conhecer as possibilidades de saída desse momento [de crise]”, disse Alcindo Gonçalves, coordenador do estudo da construção civil por parte das universidades. O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), que faz parte desse grupo, ressalta a importância de ouvir os personagens dessas correntes econômicas para conhecer os problemas encontrados pelo empresariado. “Faremos um mapeamento regional. Em cima desse questionário científico, técnico, o Inova apresenta um relatório [previsto para março de 2020] com sugestões tanto para o setor privado quanto o público, seja estado, município ou União”, diz. Mourão aponta que é importante a Baixada Santista se mobilizar, conforme a proposta do grupo. “Sempre vemos o setor público com a obrigação de fazer as coisas, e este é o grande erro da sociedade brasileira: esperar que o Poder Público faça sem dar de si também. Assim você cria o comodismo. Talvez devamos rever esse conceito de esperar que o estado faça tudo. O estado tem que ser parceiro, ser indutor da economia”, analisa.