[[legacy_image_24557]] O governador de São Paulo, João Doria, anunciou, na última sexta-feira (8), a criação do Conselho Municipalista composto por 16 cidades paulistas, entre elas Santos. O objetivo é agilizar ações conjutas entre estado e prefeituras no combate à pandemia e traçar estratégias futuras de flexibilização do isolamento social. São Paulo permanece sob quarentena até o dia 31 de maio. A prorrogação do isolamento social no estado, que é o epicentro da pandemia de Covid-19 no País, se deve ao ritmo acelerado de contágio e o aumento no total de infectados e de mortes. Cenário que, segundo o governador, coloca o sistema de Saúde sob risco iminente de colapso. O Conselho Municipalista irá pactuar ações de combate à pandemia e futuras decisões de flexibilização da quarentena entre estado e representantes municipais. Ainda na sexta, o prefeito de santista, Paulo Alexandre Barbosa, esteve no Palácio dos Bandeirantes pleiteando mais leitos para a Baixada Santista e restrições de acesso ao Sistema Anchieta-Imigrantes. “Hoje (sexta), reiteramos os pedidos e, na segunda-feira, temos nova reunião no Palácio. A expectativa é de atendimento desses pleitos”, afirmou. Ele explica que o Conselho Municipalista terá reuniões presenciais semanais com o governador João Doria. Conselho Questionado por A Tribuna se o novo conselho também seria uma forma das regiões metropolitanas ou localidades que estão sofrendo mais com a pandemia obterem mais recursos materiais ou mais profissionais, o governador respondeu que isso será possível. “O Conselho Municipalista fortalece a troca de experiências não só com esses 16 prefeitos, mas com os municípios (do entorno) que ganharão representatividade com eles. Isso vai agilizar medidas para essas localidades”, garantiu Doria. Segundo ele, todo o apoio será oferecido dentro das condições do estado, mas o grupo permitirá um atendimento mais equilibrado, conforme as reais necessidades de cada cidade. Esse ponto também foi destacado pelo secretário estadual da Saúde José Henrique Germann. “Não é uma forma de privilegiar, mas equalizar a distribuição de recursos”. O secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Antonio Vinholi, lembrou que, na Baixada Santista, a taxa de idosos é superior à média do Estado e que isso exige uma atenção diferenciada no atendimento à população de risco. E, conforme ele, o conselho irá avaliar esse tipo de situação.