[[legacy_image_316947]] Cerca de uma tonelada de pilhas e baterias portáteis é recolhida ao ano por 250 comerciantes da Baixada Santista. Essa é uma ação que faz parte de um projeto chamado Sistema de Logística Reversa, idealizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (FecomércioSP), em conjunto com o Sindicato do Comércio da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. O projeto está ligado à Política Nacional de Resíduos Sólidos, pela qual comerciantes, fabricantes, importadores e distribuidores têm responsabilidade compartilhada de dar destino ambiental adequado aesses materiais. Na FecomércioSP, surgiu em 2016, e começou a ser adotado na Baixada em 2017. Segundo Alexsandra Ricci, que é representante do Conselho de Sustentabilidade, ESG e Energia da FecomercioSP, há casos em que é obrigatório participar do projeto. “Aqueles que vendem esse tipo de material, no caso de pilhas e baterias, são obrigados a disponibilizar local adequado para recolhimento. Caso isso não seja cumprido, as multas podem variar de R\$ 5 mil a R\$ 50 milhões, a depender do porte do estabelecimento”, explica. Por enquanto, na região, estão disponíveis somente pontos de recolhimento para pilhas e baterias portáteis. Porém, ao aderir ao programa, o comerciante pode optar por recolher também outros materiais, como eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, óleo vegetal alimentar residual, baterias, chumbo ácido, agrotóxicos e suas embalagens e pneus. Para os comerciantes que aderem ao programa para recolher pilhas e baterias, a Fecomércio distribui uma cartilha sobre montagem de coletores. Para os demais materiais, os coletores são fornecidos por entidades gestoras. DestinoAlexsandra explica que após o recolhimento, os materiais são levados para o descarte em um “ponto secundário”, que ficam nos sindicatos do Comércio Varejista. Depois, têm como destino uma cooperativa, onde passam por triagem, separação e têm um fim ambientalmente adequado. “É muito importante que esses materiais sejam descartados corretamente, pois, caso contrário, pode haver a contaminação do solo e dos recursos hídricos, além de não se viabilizar o reaproveitamento desses componentes que podem ser reutilizados, bem como deixar de gerar emprego e renda”, ressalta. Empresas têm diferencial, diz presidenteO presidente do Sindicato do Comércio da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, Omar Abdul Assaf, afirma que a adesão ao programa é gratuita e as empresas são certificadas. “Além de ajudar o meio ambiente, acredito que isso também seja um diferencial para as empresas, pois gera um atrativo para o cliente. Às vezes, a pessoa tem consciência ambiental, mas não sabe aonde levar (o item).” João Agapito Lopes é gerente de um supermercado em Guarujá. Ele conta que, há anos, o estabelecimento aderiu ao projeto e, hoje, mantém um ponto de recolhimento nas quatro lojas desse mercado na Cidade. “Colocamos uma garrafa de plástico de 5 litros. Elas demoram cerca de um mês para ser preenchidas e, quando não estão aqui, as pessoas até reclamam. O pessoal gosta bastante, pois é uma utilidade para as pessoas, que estão adquirindo consciência ambiental cada vez mais”, relata. Assaf explica que, para aderir ao Sistema de Logística Reversa, o comerciante deve contatar o sindicato, na Avenida Ana Costa, 25, na Vila Mathias, em Santos, ou pelo telefone 2101-2800.