[[legacy_image_33805]] A esperança e o positivismo marcaram a reabertura do comércio, em Santos. Trabalhadores do setor e clientes acreditam que, a partir de agora, não haverá mais fechamento ou aumento de restrições. A confiança vem da vacinação e de uma cobrança maior sobre os protocolos de segurança. O comércio no município está fechado desde 5 de março, quando foi imposta a fase vermelha e depois a emergencial. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “A expectativa foi boa. Hoje (ontem), já está bem melhor do que domingo (o movimento). As pessoas estão voltando ao comércio, mas não há aglomeração. Apesar de todas as dificuldades que os comerciantes vão enfrentar, é possível ver uma expressão de alento na cara deles”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Omar Abdul Assaf. “A gente espera que não volte a fechar mais (o comércio), que as empresas comecem a abrir e os clientes possam frequentar ordenadamente para começar a girar a economia e, com isso, a retomada dos empregos. A esperança é grande”, aponta Assaf. As atividades presenciais na Cidade foram retomadas no último domingo, mas, ontem, foi o primeiro dia útil das medidas em vigor. O que se observou nas primeiras horas foi um aumento considerável do fluxo de pessoas e de lojas fechadas – segundo o sindicalista, em 2020 mais de 10% de lojas fecharam e, neste ano, os números estão aumentando. Flexibilização A flexibilização foi anunciada na sexta-feira pelo Governo de São Paulo, que anunciou a fase de transição – uma nova etapa do Plano SP, que serve de passagem entre a vermelha e a laranja. Na ocasião, o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), apontou que a fase, com validade até 2 de maio, seria dividida em duas partes. A primeira com a liberação do comércio, já no último domingo, e a segunda teria início no próximo sábado, com a retomada do setor de serviços (salões de beleza, academias, restaurantes e similares). O prefeito de Santos, porém, decidiu flexibilizar as restrições de uma só vez, com os setores retomando às atividades no domingo, exceto bares (sem alvará de restaurante) e atividades culturais (como parques e museus, que serão liberados no prazo estipulado pelo Estado). [[legacy_image_33806]] Regras em Santos Outra medida adotada na Cidade, mas que é diferente da estipulada pelo Governo de São Paulo está no limite de ocupação dos estabelecimentos. Enquanto o Estado determina 25%, Santos permite até 30%, segundo decreto publicado no sábado. O texto estabelece ainda que shoppings, restaurantes, lanchonetes e quiosques poderão funcionar das 12h às 20h – exceto parte de recreação. As feiras livres estão liberadas de terça à sábado, das 7h às 12h, com espaçamento mínimo de dois metros entre as barracas. O atendimento em salões de beleza, barbearias, cabeleireiros e clínicas de estética deverá ser das 10h às 18h. Academias podem abrir das 7h às 11 e das 16h às 20h. Os cultos em igrejas e templos religiosos também poderão ser retomados de segunda a domingo, das 6h às 20h. Praia Está liberada apenas para a prática de atividades físicas individuais, das 7h às 11h e das 16h às 20h. Não é permitida a instalação de barracas ou tendas e, tampouco, a permanecer na praia com cadeiras, guarda-sóis ou esteiras. “É um momento de esperança de que essa vacina funcione e que a gente possa retomar a vida, que parou desde o ano passado. As pessoas devem sair quando necessário, sem festinha clandestina. O perigo ainda existe e convivemos com um inimigo invisível”, Marcia Filomena Xavier de Paula, aposentada. “Acredito que as coisas vão melhorar a médio prazo. Se a pandemia der uma caída boa com a vacinação, acho que daqui a três ou quatro meses o comércio voltará a andar bem, com todos voltando a ganhar. Meu movimento caiu muito, cerca de 40%, porque meu produto aumentou (o valor) e o pessoal deixou de ganhar (salário)”, Paulo Simões Valente, dono de açougue. “A expectativa é bem grande pelo aquecimento do comércio. Estou feliz de poder voltar a trabalhar e tentar fortalecer as nossas vendas. Vamos continuar com todos os protocolos de segurança para transmitir tranquilidade aos clientes. Nesse período só trabalhando por home office, com vendas por WhatsApp. Conseguimos manter de 30% a 40% das vendas”, Rogério Carlos Nascimento, gerente de loja de colchões. “Só temos uma saída, a vacinação em massa. Não é 21% da população, é 100% da população. Estamos abrindo, o que é muito bom, porque essa é uma corrida da vida com a vida, o comércio é vida”, Simone Ferreira Silva, doceira, que foi ao Gonzaga comprar materiais para embalar os produtos para o dia das mães. “Já tivemos uma boa procura, graças a Deus, veio bastante gente. O pessoal que estava em casa parece que começou a revisar sapatos e trouxe para arrumar. Isso deu um ânimo para nós. Nesse período, por ser um negócio familiar (esposa e um funcionário) conseguimos manter o negócio”, Mateus da Hora Oliveira Mendonça, sapateiro. “Com essa retomada e com as devidas precauções para não propagar o coronavírus, voltamos a ficar bastante esperançosos e a ter aquele ânimo, o entusiasmo de trabalhar. Durante o período fechado, exploramos bastante as redes sociais e passamos a vender por esses meios. Precisamos tirar dinheiro do bolso (quando fechados), mas não perdemos a esperança”, José Luiz Carlos de Paulo Padula, comerciante.