[[legacy_image_48971]] Líderes do varejo e dos setores hoteleiro e de alimentação na Baixada Santista receberam com alívio e resignação ao anúncio feito, nesta quarta-feira (26), pelo governador João Doria (PSDB), de que a flexibilização de horário e limite de capacidade de estabelecimentos prevista para começar no dia 1ºserá adiada em duas semanas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A decisão foi tomada por causa do avanço dos casos de covid-19 no Estado e pelo temor de que novas cepas do vírus — como a variante indiana já presente no Brasil — se espalhem rapidamente. Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), o Estado registra avanço da doença nos últimos 14 dias. Novos casos cresceram 8,4%; óbitos, 0,7%; e internações, 9,4%. Para as próximas duas semanas, se espera nova alta na quantidade de infecções. Conforme noticiou A Tribuna no sábado, o prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), Rogério Santos (PSDB), havia revelado que a região deveria ter aumento de casos nos 14 dias seguintes, conforme projeção, relatada por ele, do Centro de Contingência da Covid-19 no Estado. Se nada tivesse mudado, comércio e serviços, por exemplo, poderiam funcionar até as 22 horas e com 60% de sua capacidade. Porém, continuarão autorizados a abrir até as 21 horas, com 40% do limite, pelo menos, até 14 de junho, data em que continuará valendo a fase de transição do Plano São Paulo para retomada de atividades. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Omar Abdul Assaf, afirma observar esforços de prefeituras em abrir leitos hospitalares e coibir abusos. Por isso, diz concordar com a necessidade de “prudência”. “Só espero que não haja retrocesso. O comércio está na UTI, em frangalhos”, declara Assaf, esperando que os limites de ocupação de estabelecimentos e horários não sejam reduzidos. “Havia a expectativa do aumento para 60%, mas talvez não surtisse tanto efeito porque está faltando cliente na praça”, pondera. O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SinHoRes), Heitor Gonzalez, acha que o governador “está correto”, devido à aceleração no número de infectados por coronavírus. “É melhor tomar essa medida agora do que querer fechar os restaurantes novamente daqui a 15 dias”, resume Gonzalez. Na região A Tribuna pediu uma posição de Rogério Santos, na qualidade de presidente do Condesb, a respeito da avaliação regional do anúncio de ontem do governador João Doria. A Prefeitura enviou nota. “As cidades da Baixada Santista seguem as determinações do Governo paulista, realizando adequações pontuais, de acordo com as características de cada município. A Prefeitura de Santos segue o Plano São Paulo e fará as adequações das regras municipais de acordo com os prazos e diretrizes estabelecidos pelo Governo de São Paulo”.