[[legacy_image_119049]] O comércio do Litoral Paulista já se prepara para as vendas de final de ano e trabalha com projeções otimistas. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (SinComércioBS), após as flexibilizações das medidas sanitárias e o avanço da vacinação contra a covid-19, é esperado um aumento de 5% nas vendas em relação ao mesmo período de 2020. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O presidente do SinComércioBS, Omar Abdul Assaf, explica que a melhora no cenário econômico se dá por alguns fatores, como a reabertura dos comércios e a retomada dos eventos culturais e de lazer, que movimentam as vendas e estimulam as contratações temporárias. "Outro fator que também vai ajudar neste final de ano é a temporada de cruzeiros, que não ocorreu no ano passado. Isso e a perspectiva de retomar eventos e shows acabam movimentando todos os setores". O preço das viagens ao exterior também estimula que as pessoas procurem destinos nacionais, principalmente para lugares mais próximos às cidades de origem, segundo Assaf. Para prever a expectativa das vendas para as festas de final do ano, o Dia das Crianças serviu como parâmetro. Para o sindicato, a indústria brasileira foi muito valorizada por falta de produtos chineses e de contêineres, que são priorizados para produtos mais urgentes. "Esse final de ano não será ainda tão normal em comparação aos outros pré-pandemia, mas voltará a ter aquele espírito de Natal, com casas enfeitadas e troca de presentes. Os encontros familiares vão aumentar muito em relação ao ano passado, em função da vacina". 13º salárioPara o economista Jorge Manuel Ferreira, prever o percentual é um pouco difícil por conta de diversas variáveis, mas algumas situações devem ajudar o comércio, como 13º salário, o que torna a estimativa mais factível. "Também temos outra característica, que é uma grande quantidade de aposentados no litoral de São Paulo. Eles têm renda garantida e isso ajuda bastante no comércio local, pois não são atingidos pelo desemprego". Já o principal problema enfrentado no momento tem a ver com a ausência de produtos nos comércios, desabastecido por falta de matéria-prima. "Mas acho que a parte de serviços, hotelaria e turismo terão um bom desempenho. Essa é a minha impressão. Acho que a economia poderia crescer mais se não houvesse o desabastecimento, isso sem falar da inflação". A comerciante Cristiane Vieira Neto, de 45 anos, que tem uma loja de cosméticos na Avenida Ana Costa, no Gonzaga, em Santos, espera que as vendas aumentem no fim do ano, pois vê o movimento melhorando a cada mês devido ao avanço da vacinação e à flexibilização das regras sanitárias. Porém, admite que a inflação atingiu o bolso dos consumidores, o que a obriga a planejar estratégias para atraí-los."Estamos programando algumas promoções a partir de novembro para aproveitar a Black Friday e, também, sempre montamos alguns kits já pensando no Natal, com cosméticos e maquiagens que agradam quem está presentando, pelo ótimo valor, e quem é presenteado também". Na Rua Carvalho de Mendonça, na Vila Belmiro, a expectativa para as vendas de Natal é parecida. O dono de uma bomboniere, Luiz Fernando Dias Sorbello, de 51 anos, afirma que os números desta época sempre são melhores do que em outras épocas. "Talvez esse ano tenha uma melhora mais expressiva, devido à pandemia estar aparentemente no final. Muita gente não comemorou direito ano passado e estava tudo fechado, então tenho a esperança de um consumo superior". No estabelecimento de Luiz, as vendas de panetone já começaram e no começo de novembro ele pretende expor os produtos de decoração natalina.