[[legacy_image_178187]] Chegar aos 100 anos já seria suficientemente digno de registro, mas quando o feito vem carregado de histórias que se confundem com as da Cidade, esse século de vida torna-se um marco do interesse público. Leitora assídua de A Tribuna desde que se lembra, a educadora aposentada Maria de Lourdes Rosetto da Costa Rodrigues virou pauta nesta segunda (23). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Não é para qualquer um chegar aos 100 anos”, disse ela com desenvoltura ao receber A Tribuna, em sua casa, em Santos. “Gosto muito do jornal A Tribuna porque ele conta a verdade. Também porque mostra tudo o que acontece na Cidade e no País. Quem lê o jornal pode ficar tranquilo que vai saber tudo o que é de mais importante”. Com bolos, no plural (chocolate, brigadeiro e massa branca), ela já assoprou as velinhas no último sábado. Apaixonada por doces, fez questão de experimentar todos, feitos pela família. Além dos três filhos, também foram visitá-la neto e bisneto – parte da família não mora na Cidade. Boa memóriaMaria Lúcia Soletto da Costa Rodrigues, de 69 anos, diz que a mãe, até hoje, é muito lúcida e tem boa memória. Orgulhosa, diz que Maria de Lourdes sempre foi uma mulher à frente de seu tempo. Filha de imigrantes italianos, foi professora de História e Geografia no Colégio Canadá e no Stella Maris. Morou em São Paulo e Santo André, até se casar com o também professor de Educação Física Guaraná da Costa Rodrigues, em 1945. Apesar disso, sempre enxergou em Santos a sua casa. Como educadora, inspirou dezenas de alunos que se tornaram figuras públicas na Cidade, como o ex-vice prefeito de Santos, Eustázio Alves Pereira Filho e o advogado e ex-deputado federal Gastone Righi, que morreu em 2019. AmizadeSegundo a filha, Maria de Lourdes conviveu e era muito amiga de Gastone. “Ela sentiu muito a perda”. Gastone foi um dos responsáveis por levar a Justiça Federal para Santos, sendo a primeira cidade fora de capitais a ter essa esfera da Justiça. Ele também atuou na emenda que criou um terço a mais de férias e o aumento da multa de 10% para 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no caso das demissões sem justa causa. Também conviveu, no meio político, com o ex-govnador Mário Covas e sua filha, Renata Covas, com quem mantinha relação pessoal. Toda essa trajetória talvez tenha um ‘dedinho’ de dona Maria de Lourdes. EducaçãoA educação sempre foi sua causa de vida. “Transforma as pessoas. E minha paixão pela História, que começou ainda no colégio, me levou a esse caminho”, diz Maria de Lourdes. Como educadora, foi reconhecida em agosto de 1989 por seu trabalho acadêmico, sendo condecorada pela Prefeitura da Cidade com a medalha de Mérito em Educação e Cultura. Além disso, a atuação também foi reconhecida pela Marinha, que deu a ela a medalha de amiga da marinha.