[[legacy_image_311193]] Com a aproximação da alta temporada de verão, há a preocupação de moradores da Baixada Santista com a falta d'água, que, por vezes, ocorre devido ao grande aumento da população, provocado pela vinda dos turistas à região. Por isso, a reportagem entrou em contato com a superintendente da Sabesp na Baixada Santista, Olívia Mendonça, para esclarecer o que a concessionária tem feito e o que o cidadão pode fazer para evitar esse quadro. A superintendente explica que, apesar de os sistemas de abastecimento de água e esgoto operados pela Sabesp serem projetados para atender moradores e turistas mesmo no pico populacional da temporada de verão, há a possibilidade de variações na pressão da água fornecida. “Essa variação é sentida nos imóveis que não possuem caixas d'água com reservação para no mínimo 24 horas de consumo e dimensionada para o número de ocupantes”, diz. Ainda de acordo com a superintendente, a concessionária coloca um plano de contingenciamento em prática durante o verão para reforçar o atendimento emergencial, com o aumento das equipes de campo, dos plantonistas, além do número de caminhões-tanque, geradores móveis e bombas reservas, os quais “ficam localizados estrategicamente para rápidas ações corretivas”. Investimentos Para evitar a falta d'água registrada em cidades como Guarujá, que recebeu, recentemente, uma nova estrutura de captação, Olívia Mendonça afirma que a Sabesp faz investimentos para aperfeiçoar a infraestrutura dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Baixada Santista. “Em julho deste ano, a Sabesp anunciou investimentos em torno de R\$ 296 milhões para reforçar o sistema integrado de abastecimento de água na Região Metropolitana da Baixada Santista. Dentre as ações, estão trocas de redes, implantação de nova adutora, intervenções para redução de perdas de água e novas captações”, afirma. Desse total, segundo a superintendente, R\$ 94 milhões serão aplicados em Guarujá e no distrito de Vicente de Carvalho. Já os outros R\$ 202 milhões serão empenhados em melhorias de interligações do sistema para as cidades de Santos, São Vicente e Praia Grande. Melhor uso da água Mendonça esclarece que a garantia de água nas torneiras depende, também, da consciência de cada consumidor, que deve fazer o uso correto das instalações hidráulicas internas. “A superlotação das residências, comum na alta temporada, torna ineficazes as instalações internas, ainda que o sistema funcione plenamente”. Outro exemplo citado por ela é a prática de encher e esvaziar piscinas, que costuma acontecer com a alta das temperaturas. “Encher uma piscina de plástico de mil litros equivale ao consumo de um dia inteiro em um imóvel com seis pessoas”, afirma. Uso conscienteCada um, segundo a superintendente, pode colaborar para evitar a falta d’água através de ações de consumo consciente:1. O uso de vassoura e balde para lavar áreas como garagem, corredores, dentre outras. A utilização de mangueiras deve ser evitada.2. O cidadão não deve dar descarga à toa, nem utilizar o sanitário como lixeira. Isso porque, segundo Mendonça, em apenas seis segundos de válvula acionada, vão embora cerca de 12 litros de água.3. Para evitar desperdícios, não se deve usar água corrente para descongelar alimentos.4. O cidadão também deve ficar atento a possíveis vazamentos, os quais podem passar despercebidos e são grandes causas do desperdício de água.