[[legacy_image_14786]] Com cerca de 80% dos leitos da rede pública local já ocupados, os prefeitos das nove cidades fecham o cerco para a utilização de vagas destinadas ao tratamento da Covid-19 aos pacientes de fora da Baixada Santista. Um ofício encaminhado ao governo do Estado, na tarde desta terça-feira (12), pede que as vagas locais sejam priorizadas para moradores da região. Ao menos dois pacientes da Grande São Paulo foram transferidos para o Hospital Emílio Ribas II, em Guarujá. A decisão marcou a 11ª reunião do Comitê Metropolitano de Contingenciamento do Coronavírus na Baixada Santista, realizado no final da manhã desta terça-feira (12). O encontro realizado de forma virtual contou com a presença remota dos nove prefeitos. Com as estruturas sobrecarregas na região metropolitana de São Paulo, o Estado passou a transferir pacientes para outras unidades da rede estadual de Saúde. O colegiado de prefeitos regional destaca que os hospitais da Baixada Santista também estão próximo de sua capacidade máxima, o que pode afetar o atendimento de moradores da região. “A questão humanitária é importante. Mas o nosso pedido é para o Estado transferir os pacientes para outras regiões (paulistas), em que a ocupação de leitos seja baixa. Aqui, estamos com mais de 80% dos leitos ocupados e precisamos priorizar as vagas aos moradores de nossa região”, diz o prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Outra decisão acatada pelos nove prefeitos foi abertura de novos leitos em Santos e Praia Grande. Contudo, a prioridade é ampliar as estruturas do Hospital Regional de Itanhaém. A intenção dos mandatários é que 40 novas vagas (10 de UTI e 30 de enfermaria) sejam habilitados no complexo para reforço no atendimento de uma população estimada de 250 mil pessoas, no litoral Sul.