[[legacy_image_10425]] Juntas, prefeituras da Baixada Santista preveem mais de R\$ 1 bilhão em investimentos para 2020 – em média, 11% das despesas planejadas. O valor se baseia na previsão orçamentária desses municípios. Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente, pela ordem, deverão ter a maior capacidade de aplicação de dinheiro público. À exceção de Mongaguá e Itanhaém, cujos projetos de orçamento ainda estão em análise nas câmaras, a região tem arrecadação total prevista de R\$ 9,7 bilhões. O valor para investimentos será o que sobrar dos gastos com itens como salários, materiais e manutenção de prédios públicos. O índice para investimentos, em geral, varia de 7% a 10% do orçamento. Apenas Guarujá supera o índice, com previsão de 16,3%. Bertioga A prefeitura prevê R\$ 46,5 milhões em obras e infraestrutura, como pavimentação da Rua João Ramalho, urbanização do Canal de Bertioga, a segunda etapa de requalificação urbana da Avenida Anchieta e quiosques. Cubatão Com R\$ 75,8 milhões a investir, prevê reurbanização da Ilha Caraguatá à Vila Ponte Nova, ciclovia, paisagismo, reforma de praças, quadras de futebol, playgrounds, campos de areia, parque linear. Também devem ser construídos três píeres em Jardim Casqueiro, Ilha Caraguatá e Jardim Nova República. Também se preveem ações contra enchentes. Guarujá Com R\$ 293,3 milhões em investimentos, destacam-se a macrodrenagem das bacia do Rio Santo Amaro (R\$ 73,7 milhões) e do Rio do Meio (R\$ 75,6 milhões) e os projetos de habitação Favela Porto/Cidade (R\$ 27,6 milhões) e Enseada (R\$ 17,9 milhões). Peruíbe O Executivo deve dispor de R\$ 31,9 milhões para obras em saúde, educação, turismo e infraestrutura, com pavimentação e recapeamento de ruas e avenidas. Praia Grande Com R\$ 250 milhões previstos para 2020, há projetos como equipar a Guarda Municipal, duas novas unidades de Educação Infantil, mais espaço em creches e unidades de Ensino Fundamental, um centro oftalmológico e ampliar o Hospital Irmã Dulce. Santos A prefeitura informou que usará os R\$ 233,6 milhões, que estima receber em áreas como reforma e acessibilidade do Mercado Municipal, do Paço Municipal, construção e obras em unidades de saúde, melhorias nas redes básica e ambulatorial de saúde. Também está prevista verba para obras na entrada da cidade, sistema de drenagem, ciclovias, iluminação de ruas, pavimentação e moradia popular. São Vicente R\$ 92,6 milhões serão usados, por exemplo, na conclusão de obras como Estratégia de Saúde da Família Nova São Vicente, Estratégia de Saúde da Família Sá Catarina, pavimentação de vias e urbanização da Rua Campos Sales com a Avenida Martins Fontes. Sem detalhes Itanhaém informou que destinará R\$ 58,4 milhões a diversos setores da administração. Mongaguá não divulgou quanto deve ter à disposição para investir. Banco regional fomentaria crescimento, diz economista Os municípios já têm como certo onde pretendem investir parte do orçamento, mas, para o economista José Pascoal Vaz a criação de um Banco de Desenvolvimento Regional ou um fundo de recursos poderia ser mais interessante para a Região Metropolitana. Com mais de R\$ 1 bilhão para investimentos, os governos, segundo Vaz, poderiam avaliar a situação das cidades locais para aplicar o dinheiro em ações mais urgentes. O cenário apontado como ideal, porém, esbarra na política. “É a grande dificuldade que vejo. Teria que baixar um Espírito Santo em cada prefeito para usar esse dinheiro em ações metropolitanas”, considera. Frente de trabalho Outra solução considerada interessante pelo economista é a criação de uma frente de trabalho – pela contratação de profissionais desempregados e que, com salário, estimulariam a economia. “Vai melhorar a questão do desenvolvimento. Devemos ter 100 mil desempregados – o que ninguém sabe, pois não há pesquisa”. PIB Pascoal Vaz julga fundamental investir na região para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas de uma localidade). “Com investimento de R\$ 1 bilhão, você geraria acréscimo de R\$ 200 milhões em produto por ano”. Ele ressalta que essa relação é uma estimativa, e que o produto a ser gerado é diretamente ligado à criação de empregos.