[[legacy_image_249804]] Todos os anos, as prefeituras das nove cidades da Baixada Santista gastam milhões para consertar ou recuperar bens que viram alvo de vândalos e para repor materiais ou equipamentos furtados. Não é possível saber o tamanho exato do prejuízo, pois a maioria das cidades não informou os gastos para restaurar o patrimônio ou para substituir cabos de energia, grelhas de ferro e peças de ar-condicionado, por exemplo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em Santos, a Prefeitura investe, pela Secretaria de Cultura, R\$ 100 mil anuais, em média, com a manutenção e reparos dos 133 monumentos. “Em 2022, a Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) gastou R\$ 452.245,31. Os bairros que mais receberam reparos foram José Menino, Centro e Castelo (em 2021)”, informou a Administração Municipal, em nota. Desde julho de 2021, “a Seserp está substituindo as grelhas de ferro fundido que protegem bocas de lobo por peças confeccionadas em concreto armado”, para segurança de munícipes e para “evitar atos de vandalismo e furtos”. Na orla, a Prefeitura instalou grades antifurto nas torres de iluminação, formadas por lanças de ferro com as pontas direcionadas para baixo, em formato de guarda-chuva. As caixas de passagem da fiação no jardim da orla foram lacradas, dificultando o acesso e o furto dos cabos de energia. A Guarda Civil Municipal (GCM) tem apoio das câmeras ligadas ao Centro de Controle Operacional (CCO) do Município, com imagens em tempo real. Para denunciar atos de vandalismo, há os telefones 190 (PM) e 153 (GCM). [[legacy_image_249805]] Outras cidadesEm Guarujá, a Prefeitura gasta, em média, cerca de R\$ 600 mil por ano com reparos de bens públicos, nem todos referentes a vandalismo, de acordo com a Administração. “Em 2022, houve 72 registros de atos de vandalismo. Em 2021, foram 156 ocorrências. Os principais alvos na Cidade são as escolas municipais, os centros de Atividades Educacionais e Comunitárias (Caecs) e unidades de Saúde”, diz a Prefeitura. A GCM tem intensificado o patrulhamento preventivo e as rondas nas unidades, que também têm câmeras de monitoramento. “Além disso, a GCM conta com a Operação Ferro Velho, que coíbe a receptação de cabos, fios e outros produtos furtados”. Em São Vicente, as ocorrências mais comuns são os furtos de cabos de energia elétrica e das condensadoras de ar-condicionado das unidades de saúde. “A Secretaria de Saúde estima que foram gastos cerca de R\$ 132 mil em 2021 e R\$ 271 mil em 2022 com consertos nas unidades de saúde. Os demais órgãos não possuem levantamento sobre valores gastos com os atos de vandalismo”, afirmou a Prefeitura, que conta com o Centro de Controle Operacional para fiscalizar pontos estratégicos, com 30 totens de segurança instalados no Município e 180 câmeras. A Prefeitura de Praia Grande disse ter registrado 16 ocorrências de vandalismo na Cidade durante o ano passado. “As mais constatadas foram invasão de unidades escolares, com danos em instalações. O Município atribui os baixos índices ao sistema de monitoramento, capaz de identificar a ocorrência de modo ágil, inibindo, assim, que vândalos atuem na Cidade”, informou a Administração. DepredaçãoEm Bertioga, a Secretaria de Serviços Urbanos gastou, em 2022, cerca de R\$ 1,56 milhão para repor cabos e sistemas antifurto. A pasta também destina cerca de R\$ 10 mil por mês para outros furtos e vandalismo. “As principais ocorrências registradas são furtos de cabos de energia nas ciclovias, pontes e iluminação da orla da praia”, declarou, em nota. Em Cubatão, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Cidadania, “os principais alvos são estruturas de alumínio, cabos, fios e aparelhos de ar- condicionado”. Segundo a pasta, “muitas escolas da rede municipal foram atingidas pela ação da marginalidade, inclusive trazendo prejuízo ao ensino e às condições de atendimento das crianças”. Criada em setembro de 2022, a Guarda Civil Municipal de Cubatão tem atuado na repressão do vandalismo e “mantém uma agenda de fiscalização dos ferros-velhos, no intuito de identificar possíveis receptadores dos produtos furtados”. Litoral SulEm Itanhaém, a manutenção de equipamentos danificados por vandalismo é realizada pela Secretaria de Serviços e Urbanização. “Como forma de coibir essas práticas, a Prefeitura realizou no último ano a contratação de novos guardas civis municipais, bem como adquiriu novas viaturas e instalou mais de mil câmeras de monitoramento em prédios públicos e vias da Cidade”. Mongaguá também não mensurou os prejuízos causados pelo vandalismo, pois “contempla essas manutenções com as demais intervenções realizadas, periodicamente, nos prédios públicos de toda a Cidade”. Ainda enfatizou o uso do sistema de monitoramento por câmeras, “pois coíbe esses delitos e amplia o trabalho da Guarda Civil Municipal e da Ronda Ostensiva Municipal, que, diariamente, se deslocam pelos bairros, em incursões preventivas”. Já a Prefeitura de Peruíbe não respondeu até o fim da edição.