[[legacy_image_112876]] A maioria das prefeituras da Baixada Santista ainda avalia se irá aderir ao anúncio do Governo do Estado, que prevê a partir de segunda-feira (18) a volta obrigatória às aulas presenciais na rede municipal de Educação. O único município que garante retorno presencial integral para esta data é São Vicente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a Secretaria de Educação vicentina, os alunos da rede municipal já começaram a voltar de forma gradual às escolas desde 27 de setembro, com ocupação de 50% da capacidade de cada unidade. A pasta informa que, a partir de segunda, o retorno será de 100%. Para isso, a Prefeitura conta com a vacinação contra a covid-19 como principal aliada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 4.280 profissionais do setor foram vacinados com a primeira dose e 1.689 receberam as duas. Não há um levantamento de quantas pessoas em idade escolar estão imunizadas. Bertioga é outro município da região que tem data para aulas presenciais com 100% dos alunos: em 20 de outubro, dois dias após a data anunciada pelo governador João Doria (PSDB). Hoje, a Secretaria de Educação de Bertioga já permite até 70% dos alunos nas escolas municipais. Contudo, esse retorno não será obrigatório e os pais deverão assinar um termo autorizando a participação diária nas aulas. Segundo a Prefeitura, todos os profissionais da Educação já receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19 e 99% deles já foram imunizados com as duas doses. Até o momento, 5.339 adolescentes entre 12 a 17 anos foram vacinados com a primeira dose. Outras duas cidades, Peruíbe e Praia Grande, já permitem que as escolas recebam 100% dos alunos, mas de forma facultativa às famílias que não se sentem seguras em enviar os filhos às unidades. Em terras peruíbenses, a Comissão de Gerenciamento da Pandemia ainda se reunirá para avaliar e indicar novas condições para o atendimento presencial a partir do dia 3 de novembro. Já os demais municípios da Baixada Santista não confirmaram o retorno presencial para segunda-feira. Cubatão e Mongaguá disseram ainda estudar como farão a retomada com todos os alunos. Guarujá e Itanhaém informaram que as aulas presenciais continuam de forma escalonada, com apenas 50% dos estudantes nas salas. Por fim, a Prefeitura de Santos disse aguardar a publicação do decreto estadual para implementar as adequações nas regras municipais, de acordo com os prazos e diretrizes estabelecidos pelo Governo de São Paulo. RepercussãoSegundo a infectologista Elisabeth Dotti, é importante lembrar que as crianças e adolescentes ainda não têm esquema vacinal completo. "Mães já me falaram que filhos voltaram para casa com a máscara diferente das que foram. Trocaram com o amiguinho. Acho muito cedo. Entendo toda a parte social, dos prejuízos para a Educação. Mas da parte médica, eu discordo. Até porque o vírus vai onde não tem gente vacinada e a gente ainda não sabe os efeitos da variante Delta em crianças". Defensor do ensino presencial, mas com cuidados, o infectologista Evaldo Stanislau concorda que ainda seria possível esperar um pouco mais para essa medida. "Qual a possibilidade de esse retorno presencial pleno ser seguro? É importante lembrar da máscara, que continua obrigatória. Aí temos um problema que á criança usar máscara corretamente. Também será preciso fazer testagem sistemática, para detecção de casos assintomáticos, manter janelas abertas para a circulação de ar e praticar o distanciamento. Com tudo isso, é possível ter o retorno". Para ele, o ideal é intensificar a vacinação. "Para alunos acima de 12 anos, isso já é uma realidade. Mas o Estado e as prefeituras deveriam pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aplicação de vacinas a crianças abaixo de 12 anos para diminuir a circulação do vírus. Já existem dados e estudos que mostram que isto é seguro". À Reportagem, a agência informou que, hoje, não há pedido de autorização de vacinas contra a covid para menores de 12 anos no Brasil. "A solicitação deve ser feita pelos laboratórios, com apresentação de estudos e evidências que sustentem a indicação em termos de segurança e eficácia. Apenas o laboratório Janssen está conduzindo estudo clínico com adolescentes e crianças no País para uso da vacina contra a covid-19", continua a Anvisa.