[[legacy_image_109379]] A se concretizarem os investimentos que as prefeituras da Baixada Santista dizem estar fazendo para amenizar os problemas causados pelas chuvas, não haverá ocorrências graves relacionadas a temporais no próximo verão, no período entre 21 de dezembro e 20 de março. Na estação mais chuvosa, são comuns registros de enchentes e deslizamentos em morros, por vezes fatais. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Desde 2020, após as chuvas de março, os morros santistas receberam mais de dez obras emergenciais e têm outras em andamento para reverter os danos. Os serviços ocorreram no Monte Serrat, Nova Cintra, Penha, Santa Maria e seis pontos do Morro São Bento, áreas consideradas em situação mais crítica. “As obras complexas, realizadas em áreas de grande extensão, foram tocadas por vários setores da Prefeitura, com investimento de R\$ 19,3 milhões, recursos dos governos Estadual, Federal e municipal. Mas há pontos a serem executados. O investimento vai alcançar quase R\$ 40 milhões”, diz o Município, em nota. A Administração afirma que obras emergenciais também são preparadas para os morros José Menino, Saboó, Caneleira, Santa Maria, Monte Serrat, Ilhéu Alto, Marapé e Cachoeira. Além disso, até o fim do ano, o Município deve começar a instalação de duas comportas das estações elevatórias Jovino de Melo e Roberto de Molina Cintra, que servirão para proteger de enchentes parte dos bairros Rádio Clube e Santa Maria e todo o Bom Retiro, na Zona Noroeste. Mais obrasA Prefeitura de Guarujá informa que, desde 2017, vem fazendo obras de drenagem para reduzir pontos de alagamentos e enchentes. Até o momento, foram investidos R\$ 278,4 milhões em 39 bairros. “Destacam-se as obras de macrodrenagem da Bacia do Rio Santo Amaro, que beneficiarão aproximadamente 14 mil moradores do Bairro Santo Antônio, e as obras de macrodrenagem da Bacia do Rio do Meio, onde estão localizados o Santa Rosa e a Vila Ligya. Ambas estão com serviços em andamento”, afirma a Administração. Por sua vez, a Prefeitura de São Vicente explica que vem realizando serviços preventivos desde o início do ano, como limpeza dos canais, além de desassoreamento e limpeza de galerias e bocas de lobo. A Prefeitura diz não ser possível quantificar o valor. Cubatão afirma que a maior parte das áreas de risco da Cidade foi extinta ou urbanizada. “Mais de 6 mil famílias foram removidas de áreas de risco e 1,5 mil puderam continuar nessas áreas com urbanização e ações de eliminação de riscos. É o caso da Cota 200, onde as obras já terminaram, e da Cota 100/Pinhal do Miranda, com trabalhos em andamento”. Não foram informados valores. Praia Grande informa que as obras relacionadas à época de chuvas incluem implantação de novos canais de macrodrenagem, remodelação de microdrenagem, limpeza de tubulações e de canais, substituição de pavimentos impermeáveis para permeáveis, por exemplo. A Prefeitura não detalhou os locais e o gasto. Bertioga menciona que, desde 2017, o Plano Municipal de Macrodrenagem executou obras de R\$ 50 milhões nos bairros. “O Município não possui moradias em área de risco de escorregamento — nem há histórico sobre isso”, respondeu, em nota à Reportagem. No Litoral Sul, serviços de drenagem e reparo de danosEm Peruíbe, a Prefeitura declara que estão sendo feitas manutenções nos canais de drenagem e de dispositivos de escoamento. Além disso, também ocorrem obras de recuperação de danos. Ao longo do ano, estão programados investimentos que totalizam R\$ 14,3 milhões. “Estão contemplados os trabalhos em galerias do Jardim Peruíbe, recuperação da encosta da Estrada dos Índios, recuperação da encosta no Km 4,4 da Estrada do Guaraú e recuperação dos trechos da orla da praia danificados.”Itanhaém diz que vem intensificando a limpeza de rios e valas em toda a Cidade com o intuito de amenizar os impactos nos períodos de chuva. “A partir de novembro, será realizada uma ampla ação de limpeza junto ao Rio do Poço, que é o maior rio em espaço urbano do Município, cortando diversos bairros”, menciona. Mongaguá ressalta que intensificou obras e serviços de drenagem. “Com as ações realizadas nos últimos dois anos, houve redução significativa dos alagamentos na região da Vila Atlântica, graças à implantação de oito linhas de tubos de concreto sob a Rodovia Padre Manuel da Nóbrega. Outra frente de trabalho que foi essencial para a redução de alagamentos inclui a limpeza do Córrego Barranco Alto”, descreve, sem informar valores. Em SantosDesde 2020, após as chuvas de março, os morros receberam mais de dez obras emergenciais e têm outras em andamento para reverter danos. Foram no Monte Serrat, Nova Cintra, Penha, Santa Maria e seis pontos do Morro São Bento, áreas consideradas em situação mais crítica. Cidades afirmam monitorar áreas críticasA Prefeitura de Santos afirma que, desde 2020, removeu mais de 800 famílias de áreas de encostas e monitora esses locais. “O Plano de Governo de 2021/2024 prevê a construção de três mil unidades habitacionais para a diminuição do deficit habitacional do Município.”São Vicente está trabalhando em ações preventivas nos principais núcleos e comunidades da Cidade. Aproximadamente 6 mil famílias se encontram em áreas de remoção. “Destas, aproximadamente 4 mil famílias estão em área de palafitas, e o número restante em localidades consideradas de alto risco, como encostas de morros e áreas de inundações”, informa. Cubatão diz que duas áreas requerem atenção especial durante o período chuvoso: Caminho dos Pilões e Pedreira Mantiqueira. Já existe um planejamento da remoção de famílias dessas áreas, explica o Município. Praia Grande detalha que as áreas de alto e muito alto riscos são o Parque Xixová-Japuí (com 40 imóveis) e Jardim Alice (30 imóveis), que são monitoradas. Mais municípiosBertioga afirma que nos bairros Caiubura, São João e Chácaras, os alagamentos acontecem, pois os locais ficam em área de várzea. Porém, o escoamento é bem rápido. “Para evitar alagamento, constantemente são realizados serviços de zeladoria.”Peruíbe diz que o risco, hoje, se resume a duas moradias na Estrada dos Índios, que estão próximas a uma encosta, estável e sem ocorrências há dois anos. Mongaguá explica que a Defesa Civil permanece monitorando as famílias nos bairros Agenor de Campos, Vera Cruz, Itaóca e Vila Atlântica. Itanhaém informa que realiza o planejamento de ações de assistência a possíveis moradores em áreas de risco, sem detalhar os locais. Guarujá também não apontou as áreas de maior risco. PalafitasSão Vicente possui atualmente cerca de 6 mil famílias vivendoem áreas de remoção, segundo informações passadas pela Prefeitura. Desse total, aproximadamente 4 mil famílias estão em áreas de palafitas.As restantes moram em localidades consideradas de alto risco,como, por exemplo, áreas de encostas de morros e locais suscetíveis a inundações.