[[legacy_image_138803]] Visto como estratégico para estimular a economia da Baixada Santista, o setor de turismo deve receber mais de R\$ 110 milhões em investimentos neste ano. Com exceção de Itanhaém, que não se manifestou, as outras oito cidades planejam obras para atrair visitantes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Orçamento de Santos para 2022 prevê R\$ 26,5 milhões para infraestrutura e desenvolvimento turísticos (reformas em unidades turísticas, esportivas e culturais). Na comparação com 2021, a Secretaria de Economia Criativa, Empreendedorismo e Turismo (Seectur) teve incremento de R\$ 1,3 milhão para R\$ 5,8 milhões. Entre os projetos mais importantes, a Prefeitura destaca iniciativas para atrair visitantes de negócios e eventos no Blue Med Convention Center; a remodelação do Novo Quebra-Mar; a revitalização do Centro Histórico — com reformas do Mercado Municipal, da Casa do Trem Bélico e do Outeiro de Santa Catarina — e o estímulo a eventos na área; e a criação de roteiros de turismo de base comunitária em regiões com os morros e Zona Noroeste. “Para atrair os visitantes, o caminho é oferecer cada vez mais experiências e oportunidades para que os turistas vivenciem os municípios. Nesse sentido, acreditamos no turismo histórico. Por isso, os nossos esforços para revitalizar o Centro e no turismo ecológico”, diz a secretária de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo, Selley Storino. Quatro projetosA Prefeitura de Guarujá informa que os principais investimentos abrangem quatro projetos, ao custo total de R\$ 21,1 milhões. São a revitalização do Boulevard Caminho do Mar, na Praia de Pitangueiras; a reforma de dez vias de acesso à Praia de Pernambuco; a reestruturação viária do acesso ao Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá; e a revitalização do Mercado de Peixes, nas Astúrias. Conforme o secretário de Turismo, Fábio Santos, o objetivo é “fazer uma reestruturação maior na área do receptivo, para atrair mais pessoas e dar condições de uma visitação aconchegante. Em janeiro, será entregue a fonte interativa na Praça dos Expedicionários, e também trabalhamos o ecoturismo”. Praia Grande tem orçamento de R\$ 20 milhões para o setor. “Acredito que investimentos em infraestrutura, para um acolhimento de excelência, sejam um dos fatores primordiais, somados à criação de eventos turísticos ao longo do ano e uma interatividade maior entre os municípios”, comenta o secretário de Cultura e Turismo da Cidade, Mauricio Petiz. São Vicente afirma que investirá R\$ 8,6 milhões na revitalização da orla do Gonzaguinha e R\$ 500 mil na da Praça da Bandeira. Também pretende resgatar a culinária típica local e fortalecer o turismo gastronômico, numa parceria entre as secretarias de Turismo e de Cultura, Esporte e Cidadania. “Os turistas costumam buscar praias como opções óbvias ao turismo de sol e mar. Entretanto, cabe às prefeituras promover os outros atrativos para que esses visitantes tenham motivos para permanecer mais tempo consumindo na Cidade. A Prefeitura de São Vicente está atuando no reposicionamento de marca da Cidade como destino turístico, não só de praia, mas também histórico, cultural, de aventura, esportivo, náutico e de compras”, explica a Administração Municipal. Cubatão prevê a revitalização do Parque Perequê, a R\$ 700 mil, e a instituição da Rota Cicloturística local, com novos investimentos nas áreas de gastronomia, hotelaria e entretenimento, em que devem ser investidos mais de R\$ 1 milhão. “É necessário que a Baixada Santista tenha uma atuação mais integrada, estruturando, divulgando e promovendo os diversos atrativos turísticos que a região proporciona além das praias”, opina Fabrício Lopes, secretário de Turismo do Município. [[legacy_image_138804]] Potenciais"Em que outro lugar do mundo você consegue, em uma caminhada de cinco minutos, ir da história do Rei do Futebol, Pelé, até o produto mais importante para o desenvolvimento de Santos, do Estado e do Brasil, o café? A faixa de praia, incluindo opções de mergulho e passeios de barco, e a Mata Atlântica ainda presente”, destaca o secretário de Estado do Turismo, Vinicius Lummertz, sobre a importância do turismo histórico e ecológico na Baixada Santista. “O ecoturismo é o segmento que mais cresce no mundo e foi potencializado pelo período da pandemia. O consumidor quer boas e seguras experiências de contato com a natureza. As cidades da Baixada têm condições de desenvolver esse produto, atraindo um novo visitante”, opina. Para Lummertz, os atrativos naturais, como a praia, se transformam em produto quando há investimentos tanto em melhoria de infraestrutura quanto em serviços privados. “Se haverá a revitalização de alguma região por meio de investimento público, o setor privado deve estar atento para as oportunidades na mesma região”. O secretário afirma que o aumento do fluxo de turistas esperado para este verão não deve ser visto apenas como exploração momentânea, mas como parte de um processo de mais longo prazo, para captar visitantes e torná-los fiéis. “As obras públicas, como recuperação urbana, sinalização, revitalização de mercados são fundamentais, da mesma forma que a instalação de empreendimentos privados que invistam em qualidade e faça com que os turistas consumam e voltem. Vender o peixe por R\$ 30,00 é fundamental. Vender a peixada por R\$ 120,00 também”, considera o secretário. InvestimentosLummertz afirma que verbas estaduais já estão reservadas para a Baixada Santista: serão R\$ 108 milhões neste ano. “Apenas em Santos, serão mais de R\$ 30 milhões em três intervenções: Parque Roberto Mário Santini, Centro de Cultura Patrícia Galvão e revitalização da Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia”. O secretário pensa que, para a atração de mais visitantes, é importante planejamento turístico regional, não cidade por cidade. “As pessoas dizem ‘vou para Santos’, quando, na verdade, estão visitando Praia Grande ou São Vicente. Da mesma forma que Baixada Santista é um termo que diz muito, mas não tudo, principalmente para o turismo”.