[[legacy_image_248278]] O impacto dos temporais que atingiram o litoral de São Paulo causou, até às 23 horas deste domingo (19), 36 mortes e deixou um rastro de destruição, bairros alagados e centenas de desabrigados em várias cidades da Baixada Santista e do Litoral Norte. Veja o vídeo abaixo do bairro Perequê, em Guarujá, feito pela repórter da TV Tribuna, Addriana Cutino. Compartilhe agora essa notícia por WhatsApp clicando aqui. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! São Sebastião, no Litoral Norte, registrou 35 mortes, mas esse número pode subir, já que as equipes de resgate encontram dificuldades para acessar áreas mais atingidas da cidade. O volume de chuva em menos de 24 horas atingiu 627mm em São Sebastião, o que corresponde, em média, a três meses de chuva. A outra morte, de uma criança de 7 anos, aconteceu em Ubatuba. Segundo o Governo do Estado, o Litoral Norte tinha 228 pessoas desalojadas e 338 desabrigadas na noite deste domingo. A tragédia fez com que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretasse estado de calamidade pública em Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba, no Litoral Norte, e Bertioga e Guarujá, as cidades mais impactadas pelas chuvas na Baixada Santista. Após solicitação do governador, o Exército Brasileiro autorizou o emprego de tropas e meios do Comando Militar do Sudeste nas ações de suporte às vítimas das chuvas. As forças armadas disponibilizaram duas aeronaves, um HM-1 Pantera e um HM-4 Jaguar, com as respectivas equipes de busca e salvamento. Técnicos do batalhão de Engenharia de Pindamonhangaba atuarão nos trabalhos de resgate de desobstrução da BR-101, a Rio-Santos. Baixada SantistaGuarujá é a cidade da região que tem o maior número de desalojados: 190, segundo nota divulgada pela Prefeitura na noite deste domingo. Elas estão abrigadas na Escola Municipal Benedita Blac e no Centro Esportivo Duque de Caxias (Tejereba). O volume de aproximadamente 400 milímetros registrado na Cidade é superior à média prevista para todo o mês de fevereiro, que era de 234 milímetros, e o maior índice da série histórica nos últimos 70 anos. Desde a década de 19950 que o Município não recebia um volume de chuvas tão forte em curto espaço de tempo, segundo a Prefeitura. Os munícipes desalojados recebem atendimento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, com acolhimento seguro, alimentação, higienização, roupas limpas, referenciamento no Centro de Referência de Assistência Social e cadastro. A Secretaria Municipal de Saúde montou um ambulatório para atendimento e monitoramento em cada um dos abrigos. O Fundo Social de Solidariedade (FSS) de Guarujá ofertou 500 peças de roupas, 200 cobertores e 400 quilos de alimentos aos desalojados. O FSS solicita ainda doações de kits de higiene (pasta de dente, escovas, sabonetes, absorventes, desodorantes, pentes), roupas de cama (lençol, fronha, travesseiros e cobertores), colchões, fraldas, leite e toalhas de banho. Diante dos problemas decorrentes das fortes chuvas, a Secretaria de Cultura comunicou as escolas de samba sobre a necessidade do cancelamento dos eventos relacionados ao Carnaval, incluindo Desfile Show, Música na Praça, desfiles de rua dos blocos e bandas. Em Santos, a Prefeitura de Santos deu início às vistorias e atendimentos emergenciais dos pontos que sofreram com deslizamentos e quedas de árvore neste domingo. O trabalho de limpeza e remoção seguirá na manhã desta segunda-feira (20). Foram registrados deslizamentos de terra de pequeno porte na Rua 6, no Morro do Pacheco, e de médio porte na Rua Romeu Acceturi, no Marapé. Segundo o prefeito regional dos Morros, Leandro Vasconcelos, o deslizamento no Marapé foi abrandado pelas obras de contenção realizadas pela Prefeitura no local em 2019. As equipes de fiscalização também passaram por dois pontos onde foram registradas quedas de árvores: Avenida Brasil, no Morro Nova Cintra, e viela Armando Luiz, na Vila Lindóia (Morro São Bento). No total, a Cidade registrou seis ocorrências relacionadas a queda de galhos e troncos, que atingiram também os bairros Santa Maria, Campo Grande, Vila Mathias e Aparecida. A Prefeitura de São Vicente, por meio da Defesa Civil, informou que no período das últimas 72h, o acumulado de chuva é de 211,4 mm e o nível do Município é de Atenção. A Secretaria de Mobilidade Urbana levantou pontos de alagamento na rua Frei Gaspar e Avenida Castelo Branco, na Cidade Náutica; Avenida Augusto Severo, na Vila Fátima e Parque São Vicente, além de algumas ruas do Jockey Clube. Não havia, de acordo com a Administração, desabrigados ou desalojados. Segundo a Defesa Civil de Praia Grande, não houve ocorrências relacionadas às chuvas entre a tarde de sábado (18) e a manhã de domingo (19). O índice pluviométrico registrado nas últimas 24 horas foi de 120 mm e nas últimas 72 horas, de 163 mm. Não houve desabrigados.Os moradores podem acionar os telefones 199 e 153 da Defesa Civil em caso de emergência. Bertioga registrou o maior índice pluviométrico entre as cidades de todo o litoral paulista: 683mm em 15 horas, o que deixou vário bairros alagados e pessoas desabrigadas.Compartilhe agora essa notícia por WhatsApp clicando aqui.