Logo A Tribuna
ASSINE
Icone usuario ENTRAR
CLUBE IMPRESSO ACERVO ASSINANTE

Católicos iniciam Quaresma com convite para o diálogo na Baixada Santista; VÍDEO

Missas on-line e lançamento da Campanha da Fraternidade dão a partida para o período

Por: Júnior Batista  -  17/02/21  -  09:40
elebrações terão acesso limitado e serão transmitidas virtualmente
elebrações terão acesso limitado e serão transmitidas virtualmente   Foto: Carlos Nogueira/AT

Os católicos começam nesta quarta-feira (17), a Quaresma com um novo desafio, por causa da quarentena. O período de 40 dias, entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Quinta-Feira santa, em 1º de abril, é tido como uma oportunidade de escuta mais atenta da palavra de Deus e de práticas como esmola, jejum e oração. Com a Covid-19 e as restrições para evitar a disseminação da doença, as missas terão acesso limitado, mas serão transmitidas virtualmente (veja relação neste link).


Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

Entre os gestos cristãos para o período, estão oração, esmola (no contexto de partilha, não só material, mas do cuidado amoroso) e jejum (abstinência de carne vermelha, como penitência). É um reforço de atenção ao próximo e contra a indiferença ao sofrimento.


Fraternidade


Também no início da Quaresma, começa a Campanha da Fraternidade. Neste ano, será promovida com outras igrejas cristãs e será lançada hoje pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema é Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor. A iniciativa faz duras críticas, em seu texto deste ano, à negação da ciência durante a pandemia, a atuação do Governo Federal no combate ao coronavírus, às igrejas que não respeitaram o distanciamento social e à cultura da violência contra mulheres, negros, indígenas e pessoas LGBTIQ+ (como homossexuais, transgênero e transexuais).


Defesa


A campanha, realizada desde 1960 em parceria com outras instituições cristãs, faz uma defesa enfática dos direitos LGBTIQ+. A publicação cita a morte de 164 pessoas transexuais entre as 420 LGBTIQ+ mortas em 2018, segundo o Atlas da Violência 2020. “Estes homicídios são efeitos do discurso de ódio, do fundamentalismo religioso, de vozes contra o reconhecimento dos direitos das populações LGBTQI+ e de outros grupos perseguidos e vulneráveis”, diz o texto da Campanha da Fraternidade.


O documento recomenda que a população cobre de autoridades respostas a casos de violência contra vulneráveis, citando Davi Fiuza, de 16 anos, morto após abordagem policial em Salvador (BA), em 2014; a execução da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, em 2018; e o assassinato do líder indígena Paulo Paulino, no Maranhão, em 2019.


Logo A Tribuna