[[legacy_image_151251]] O número de casos confirmados de dengue, chikungunya e zika vírus na Baixada Santista desabou na comparação de janeiro e fevereiro deste ano com o mesmo período do ano passado. Mas a frequência da descoberta de focos do mosquito transmissor dessas doenças, o Aedes aegypti, indica outra realidade e que pode ser evidenciada a partir de março. Para conter o avanço da doença, as cidades locais fazem campanhas para conscientizar a população, mutirões em áreas com maior risco de contaminação e visitas casa a casa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “É muito perigoso falar em queda. Não podemos afirmar que houve menor número de casos porque estamos vivendo uma subnotificação. As notificações não estão chegando, e os exames feitos no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, estão com delay (atraso) de até 40 dias, algo muito fora do comum, que é de até 15 dias”, afirma a chefe de Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras. Em nota, o instituto nega atraso e informa que, em média, a emissão dos resultados leva dez dias úteis. “Não estão ocorrendo atrasos na liberação dos resultados pela unidade em Santos.” Somados, os casos de dengue e chikungunya na Cidade, entre janeiro e fevereiro, são sete, contra 1.855 registrados no primeiro bimestre de 2021. Assim também foi nas demais cidades. Em Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Peruíbe, Guarujá e Bertioga, não houve casos confirmados neste ano. Já em 2021, ocorreram 131 em Mongaguá, 71 em Praia Grande, 102 em São Vicente, 154 em Guarujá e 21 em Bertioga. “É perigoso falar em queda porque estamos encontramos larvas e focos do mosquito em nossos mutirões, e isso é identificador de uma possível epidemia entre março e abril. Não está essa calmaria. É muito absurdo pensar em somente dois casos de dengue e cinco de chikungunya”, diz. CAMPANHASEm Santos, o sétimo mutirão de combate ao Aedes aegypti do ano será na Ponta da Praia, nesta terça-feira (15), a partir das 9 horas. A ação será feita por 87 agentes da Seção de Controle de Vetores da Secretaria de Saúde e tem como objetivo identificar e eliminar focos com larvas do mosquito. As equipes se encontrarão no Complexo Esportivo Rebouças e no Aquário. A atuação dos agentes será acompanhada por uma equipe da empresa responsável pela limpeza urbana, para a retirada de material inservível. Eles buscam peças como vasos sanitários e pias quebradas, latas, baldes e lonas, que podem acumular água e, assim, favorecer a reprodução do mosquito. Conforme Ana Paula Valeiras, neste ano foram recolhidas 400 toneladas de materiais inservíveis e entulho. Os focos com larvas costumam ser encontrados em piscinas, ralos externos, bandejas de geladeiras, vasos sanitários e lajes. Nos seis mutirões deste ano, eliminaram-se 489 focos e se recolheram 48 toneladas de inservíveis. Em 2021, Santos registrou 7.315 casos de chikungunya e 4.379 de dengue. OBSERVAÇÃO Cubatão não enviou dados deste ano, o que impede a comparação feita nos demais municípios. Informou que, em janeiro de 2020, foram 23 casos das duas doenças e, em janeiro e fevereiro de 2021, nove. Itanhaém fez o mesmo: mandou dados anuais de 2020 (110 casos de dengue e nenhum de chikungunya) e 2021 (985 de dengue e 46 de chikungunya).